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Rio diz que Governo de Catarina iria empurrar país para a bancarrota

Rio diz que Governo de Catarina iria empurrar país para a bancarrota

Rui Rio atacou este domingo as nacionalizações propostas pelo BE, dizendo que um Governo de Catarina Martins iria "empurrar" o país "para a bancarrota", e disse prever que "o PS não terá maioria absoluta". Por sua vez, a líder bloquista defendeu que não deveria ser candidato se não quer ser deputado.

O debate na TVI começou com clarificação do posicionamento. Rio admitiu que o papel do PSD "é retirar o BE e o PCP da esfera do poder", tal como diz ser objetivo da Esquerda afastar PSD e CDS.

Mas, então, prefere evitar uma maioria absoluta do PS ou afastar PCP e BE? "O PS não vai ter maioria absoluta nenhuma", respondeu Rio.

A coordenadora bloquista defendeu, num duro ataque a Rio, que "se não quer ser deputado, não se deve candidatar". "Sou politicamente correto, sou sincero", respondeu o líder do PSD, dizendo que já foi deputado e que não foi isso que o fez voltar à política.

Na parte em que Catarina defendeu que o PSD não deveria "estar sempre a invocar José Sócrates", dado o legado de Passos Coelho, não poupou a Direita pelas privatizações que fez "por tuta-e-meia". E defendeu que o programa do PSD mantém "a promiscuidade".

Recuperar CTT

O BE estimou em cerca de 100 milhões de euros a verba para recuperar os CTT e 50 milhões para comprar o despacho REN.

Após afirmar que o que consta do programa do BE "é parecido" com um "PREC de 1975", Rio alegou que, "se fizermos o que o BE propõe", recuperando setores estratégicos como CTT, EDP e REN, entre outros, iria disparar a dívida pública, que é "das mais altas do mundo". Por isso, um Governo de Catarina Martins iria "empurrar-nos para a bancarrota".

Nas parcerias público-privadas (PPP), o BE insistiu que dissesse "que hospitais quer entregar aos privados", criticando-o por omitir essa informação. "Se for mal feito", "pode haver" promiscuidade, admitiu Rio. Por isso, "contrato e fiscalização" devem ser "muito bem feitos".

De novo, Catarina insistiu se queria privatizar hospitais como o S. João e o S. José. "Não é a oposição que diz quais. Chegados ao Governo", este avalia onde pode ganhar "se concessionar a gestão e, eventualmente, a construção", disse Rio.