Integração

Seis candidatos com deficiência nas listas do Bloco de Esquerda

Seis candidatos com deficiência nas listas do Bloco de Esquerda

A começar a segunda semana de campanha, Catarina Martins reuniu em Matosinhos com candidatos com deficiência que integram as listas do BE.

Quando Jorge Falcato foi eleito deputado, fez História: foi o primeiro a entrar numa cadeira de rodas no Parlamento, obrigou a mudanças que permitissem o voto sentado e até a obras que quebrassem barreiras arquitetónicas.

Quatro anos volvidos, não duvida: "A minha entrada no Parlamento deu mais visibilidade às pessoas com deficiência, trouxe uma necessidade de os outros partidos também apresentarem propostas nesta área".

O arquiteto, candidato por Lisboa, é um dos seis com deficiência a alistar-se pelo BE, até porque o trabalho não está feito. "É prioritária a desinstitucionalização. Não podemos estar a aumentar o número de pessoas internadas num lar residencial. Não aceitamos isso", declarou após a reunião em que Catarina Martins considerou que Portugal está e excluir "pessoas que querem participar e nós precisamos da sua participação".

A coordenadora do BE alerta para a "menorização da cidadania" das pessoas com deficiência e diz que não pode haver o risco de haver falta de assistência para quem precisa de apoio 24 horas.

O encontro, que aconteceu na Junta de Freguesia de Matosinhos e Leça da Palmeira, serviu para falar do projeto-piloto que são os Centros de Apoio à Vida Independente (CAVI), um sistema que pretende garantir assistência nas tarefas a pessoas com diversidade funcional.

"O número de pessoas em lista de espera é realmente significativo e dá a sensação que os projetos-piloto foram transformados quase numa resposta pública, para uma lacuna que já existe há muito tempo", analisa Ana Catarina Correia, coordenadora da delegação do Porto do CAVI, que tem capacidade para acolher apenas 18 pessoas.

Entre os candidatos com deficiência do BE está pela primeira vez um autista, Pedro Ferreira, por Braga.

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