INSA

Cancro do pulmão é o que mais mata em Portugal

Cancro do pulmão é o que mais mata em Portugal

O cancro colorretal e o cancro da mama estão entre as doenças oncológicas com mais diagnósticos em Portugal, mas o cancro do pulmão continua a ser o mais mortífero. De acordo com um estudo do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), em 2018, os óbitos por cancro do pulmão representaram 16,3% das mortes por cancro.

Segundo o INSA, as mortes por cancro do pulmão aumentaram entre 2002 e 2010, tendo o aumento sido superior nas mulheres do que nos homens.

"Embora a mortalidade por cancro do pulmão tenha diminuído nos homens, ainda está a aumentar entre as mulheres em muitos países europeus devido a mudanças nos padrões de uso do tabaco durante as últimas décadas", refere o estudo, cuja investigação foi conduzida pelo INSA em parceria com o Instituto de Saúde Carlos III.

Intitulada "Atlas da Mortalidade por cancro em Portugal e Espanha 2003-2012", a par do tabaco, a investigação aponta ainda outros fatores de risco para o cancro do pulmão, entre os quais a "exposição ao fumo passivo do tabaco" e a "exposição à poluição do ar".

De acordo com as conclusões do estudo, entre 2003 e 2012, houve quase 34 mil mortes por cancro do pulmão. No país, as zonas de baixo risco relativo de mortalidade identificadas encontram-se no interior da região Norte, no Centro, em Lisboa e Vale do Tejo (LVT) e no norte do Alentejo.

Apesar de ser o mais mortal, em termos de incidência, o cancro do pulmão ocupa o quarto lugar em número de diagnósticos, tendo registado cerca de cinco mil novos casos em 2018. O colorretal apresenta-se como "o cancro mais comum por incidência", tendo sido identificados mais de 10 mil novos casos nesse ano. Entre as mulheres, o cancro da mama foi o mais diagnosticado. Já nos homens, foi o cancro da próstata que teve mais novos casos registados.

No índice de doenças oncológicas mais mortais, os cancros colorretal e da mama foram os segundos causadores de mais mortes. Seguem-se os cancros do estômago e da próstata.

PUB

Comprando os dados entre Portugal e Espanha, o estudo conclui que os dois países têm "fatores de risco comuns" no que respeita à mortalidade causada por alguns dos principais cancros. O INSA diz que a investigação permite aumentar "o conhecimento não apenas do desfecho, mas também dos fatores de risco subjacentes, independentemente de barreiras fronteiriças".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG