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Candidatos do PND abandonaram "Jornal da Madeira"

Candidatos do PND abandonaram "Jornal da Madeira"

O s candidatos do Partido da Nova Democracia (PND) às eleições regionais da Madeira, que se barricaram, esta quarta-feira de manhã, no edifício-sede do Jornal da Madeira, no Funchal, deixaram as instalações às 20.15 horas.

Os oito candidatos, que estiveram quase dez horas no edifício-sede do Jornal da Madeira, em protesto contra o que alegam ser a ausência de pluralismo editorial da publicação e criticando o financiamento do Governo Regional, saíram fazendo com os dedos o sinal de "V", de vitória, sendo aplaudidos por pessoas presentes na rua.

Aos jornalistas, o candidato do PND, Baltazar Aguiar, explicou que o partido conseguiu que "o País olhasse para a vergonha que se passa na Madeira e para aquilo que é a maior trafulhice política eleitoral que alguma vez se montou", defendendo que "o País deve abrir os olhos para o que se passa no jornal".

Aguiar considerou que o partido conquistou uma "grande vitória para todos" os madeirenses.

"Que Portugal perceba que os madeirenses não são todos Alberto João, que Portugal perceba que a Madeira não é só o 'jardinismo', que há madeirenses independentes e que sabem orientar a sua vida na Madeira sem serem seguidistas e sem se venderem seja ao que for, muito menos ao 'jardinismo'", declarou.

O candidato da lista liderada por Hélder Spínola sublinhou que o PND conseguiu ainda mostrar "um escândalo nacional, um órgão que é dominado pelo Estado, que é pago pelo Estado, que é pago por todos os contribuintes".

Baltazar Aguiar notou que "num país e numa terra onde há fome, o Estado gasta cinco milhões de euros por ano para alimentar um jornal que é uma folha de propaganda.

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Questionado se o PND viu satisfeitas as pretensões -- reunião com o Governo Regional e a Diocese do Funchal, as duas entidades proprietárias do diário, e a garantia de pluralismo editorial -- Baltazar Aguiar respondeu: "Conseguimos uma coisa muito importante, o senhor dr. Alberto João Jardim tinha dado ordem à polícia para nos escorraçar do jornal, mas esqueceu-se que quem manda no edifício do jornal é a diocese".

Diocese esta, acrescentou, que "disse: não senhor. Não damos ordens à polícia para tirar os manifestantes do PND", referiu o dirigente, que acusou a diocese de ter "um pacto com o dr. Jardim há mais de 30 anos que o há-de fazer perpetuar no poder".

O candidato adiantou que o grupo teve "diversos contactos com membros da Diocese do Funchal", mas ninguém a representou.

"Uma vez que a diocese, através do senhor bispo do Funchal, não quis tomar a iniciativa de discutir connosco aquilo que se passa no jornal, achamos que não valia a pena levar por diante o protesto porque poderíamos ficar aqui dias e dias, porque o senhor bispo não vinha falar connosco", acrescentou, acusando o prelado de "fazer a opção pelo lado do jornalismo dependente e não isento".

O candidato, que informou terem sido todos identificados da parte da manhã pela PSP, assegurou estar "absolutamente sossegado" quanto a esse facto.

"Viemos aqui em nome da Justiça, portanto esperamos que a Justiça actue", disse, acrescentando, quando questionado se vão realizar mais acções deste âmbito, que a "política é uma actividade de persistência".

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