Conselhos úteis

Cansado das medidas de proteção? Ainda é cedo para as esquecer!

Cansado das medidas de proteção? Ainda é cedo para as esquecer!

Houve um grande sentido de responsabilidade coletiva que se traduziu no controlo da pandemia.

Assistimos agora a duas posições extremas - aqueles que têm um medo paralisante e aqueles que descuram as medidas de proteção. Em vez disso, devemos ter consciência do risco, do seu prolongamento no tempo e por isso da necessidade de recomeçar uma vida normal seguindo todas as normas de proteção - a nova normalidade.

Com o passar do tempo, até as piores notícias se vão atenuando e a mensagem de risco começa a cansar. Há um efeito de saturação e as pessoas desligam, a preocupação diminui apesar do risco se manter. Isso é perigoso. Agora, após muitas semanas de ansiedade, isolamento, rotinas interrompidas, as pessoas começam a ficar mais relaxadas com as regras de distanciamento físico e colocam-se a si e aos outros em perigo. À medida que os dias passam, assistimos a sinais preocupantes de diminuição da adesão às medidas de distanciamento físico. Festas, parques e praias cheias de gente.

Sem medo, é preciso ter consciência que o SARS-CoV-2 vai estar connosco por muito tempo e o comportamento individual foi, é e vai continuar a ser a chave do seu controlo. Sabemos que há uma tendência a supervalorizar o que já aconteceu e a acreditar que se ainda não esteve doente, não ficará agora. Só que isso não só não é verdade, como pode contribuir para aumentar o risco de infetar as pessoas que o rodeiam.

As máscaras continuam a ser utilizadas, mas a distância não. É preciso perceber que a máscara não chega. Aliás, um dos motivos apontados para a sua baixa eficácia na proteção individual é, para além do mau manuseio e má utilização, o facto de o seu utilizador facilitar e se colocar em situações de maior risco, com maior densidade populacional por ter uma falsa sensação de segurança.

Já não temos centenas de casos diários, mas podemos voltar a ter. Se não ficou doente na primeira vaga, poderá ficar doente agora e a doença continuará a ter o mesmo padrão. Assistimos nos países vizinhos a situações terríveis que não queremos para o nosso país.

Queremos voltar a ter uma vida mais perto da normalidade, dia após dia, semana após semana. Queremos voltar a estar com os nossos amigos, sem medo. Para isso, temos que viver com prudência. Todos! Mantenha a distância!

*Pneumologista

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