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Capacidade da Medicina Intensiva tem de crescer 46%

Capacidade da Medicina Intensiva tem de crescer 46%

Faltam 290 camas, 90 médicos, 583 enfermeiros e 191 assistentes operacionais. Norte é região mais afetada.

A capacidade instalada dos serviços de Medicina Intensiva de todo o país tem de aumentar 46% até 2021. São necessárias mais 290 camas, 90 médicos, 583 enfermeiros e 191 assistentes operacionais e um investimento de 32 milhões de euros. Parte das necessidades têm de ser colmatadas este ano e o Norte é a região que precisa de maior atenção. O alerta é da comissão criada pelo Governo para acompanhar a resposta em Medicina Intensiva no âmbito da pandemia: é preciso qualificar os serviços no "imediato" para "responder a um desafio prolongado no tempo".

Os sete especialistas que assinam a proposta de "Rede Nacional de Especialidade Hospitalar e de Referenciação - Medicina Intensiva", que se encontra em consulta pública até dia 21, encontraram várias fragilidades: um número de camas de cuidados intensivos "escasso", "obsolescência de equipamentos e de estrutura física", poucos quartos de isolamento e ainda menos com capacidade para pressão negativa ou positiva. Uma "população de intensivistas escassa e envelhecida" e enfermeiros insuficientes para manter a eficiência e baixo risco de "burnout" são outros problemas identificados.