Pandemia

"Capacidade de resposta à covid-19 no Norte está assegurada", diz secretário de Estado

"Capacidade de resposta à covid-19 no Norte está assegurada", diz secretário de Estado

No dia em que se volta a registar vários recordes nos números da pandemia em Portugal, Diogo Serras Lopes voltou a afirmar que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) está sob pressão. No que diz respeito à região Norte, cujo número de infetados continua a ser o mais elevado, o secretário de Estado da Saúde garantiu que "a capacidade de resposta está assegurada".

Esta sexta-feira, Portugal voltou a bater recordes desde o início da pandemia: são mais 4656 novos casos diários de covid, sendo que 2831 foram registados na região Norte, ou seja, cerca de 60% dos contágios nas últimas 24 horas. "Os números são claramente superiores aos registados em março e em abril", adiantou o secretário de Estado da Saúde em conferência de imprensa.

A pressão no SNS continua a ser motivo de preocupação para o Ministério da Saúde, no entanto, Diogo Serras Lopes faz questão de reafirmar que "a capacidade é elástica" conforme as necessidades dos hospitais, e que o Governo conta com a ajuda do setor social e privado para suprir eventuais falhas.

No caso do Norte, face ao dia de quinta-feira, a taxa de ocupação em unidades de cuidados intensivos era de 88% e de 89% em enfermaria. O secretário de Estado avançou que há doentes com covid-19 da ARS Norte que já foram transferidos para unidades de saúde privada, no âmbito da convenção assinada em abril entre Governo e privados para a transferência de doentes covid e não covid.

Os novos casos de covid-19 na região têm afetado sobretudo os municípios do Tâmega e Sousa, que já vivem sobre medidas mais restritivas como o confinamento parcial. O centro hospitalar "particularmente sob pressão na segunda vaga", nas palavras de Diogo Serras Lopes, tem recebido colaboração de outras entidades como as Forças Armadas e a Cruz Vermelha, para além de outras unidades do SNS na própria região Norte. "Vários doentes do Tâmega e Sousa já foram transferidos para outros hospitais", adiantou o governante.

Questionado por diversas vezes sobre as próximas medidas que Portugal poderá adotar nos próximos dias, em virtude da reunião de Conselho de Ministros deste sábado, o secretário de Estado da Saúde não adiantou pormenores. Esta sexta-feira, a ministra da Saúde, Marta Temido, e ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, vão reunir com o Conselho de Saúde Pública. Deste encontro poderão sair algumas diretrizes sobre o que será definido pelo Governo para o combate à pandemia da covid-19.

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Vai haver vacinas para todos?

O plano de vacinação para a covid-19 que o Governo terá de delinear ainda está em curso. Mas o secretário de Estado já admitiu que "há vários cenários em cima da mesa". "Estamos convictos que estão a ser dados bons passos para a disponibilização da vacina", disse. Na quinta-feira, após reunião do Conselho Europeu, o primeiro-ministro afirmou que a vacina contra o vírus SARS-CoV-2 será distribuída entre os países da União Europeia (UE) de acordo com a sua população, mas caberá a cada Estado-membro definir como será repartida internamente.

Quanto às falhas de stock da vacina contra a gripe, especialmente nas farmácias, Diogo Serras Lopes justificou que "houve uma maior procura por parte de todos os países em contexto de pandemia", sendo que "a produção é limitada". O objetivo do Governo é garantir que a população mais idosa, em risco ou vulnerável, tem acesso à vacina. O secretário de Estado esclarece que "pode haver situações em que pessoas que não pertençam a estas populações" não consigam encontrá-la disponível.

Sobre o excesso de mortalidade em Portugal, o governante não quis comentar diretamente o tema, contudo afirmou que é um assunto tem de ser estudado, já que os dados envolvem várias patologias que não apenas a covid-19.

Portugal registou esta sexta-feira mais 4656 casos diários de covid-19 e 40 vítimas mortais. O país atingiu o recorde máximo de número de pessoas internadas nos cuidados intensivos, 275. Desde o início da pandemia morreram 2468 pessoas e 137272 ficaram infetadas com o vírus da SARS-CoV-2.

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