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Caranguejola da Direita vs gerigonça da Esquerda

Caranguejola da Direita vs gerigonça da Esquerda

Há quase cinco meses que os portugueses se habituaram ao termo "gerigonça", com que a Direita classifica a união do PS, BE, PCP e PEV. Esta quarta-feira, foi a vez de a Direita ser etiquetada de uma coisa tão ou mais instável que a maioria: "caranguejola".

A votação do Orçamento de Estado, no Parlamento, ficou marcada pelo epíteto com que o líder parlamentar do PS, Carlos César, alcunhou a Direita parlamentar: "caranguejola". Ou seja, uma coisa que não tem forma de se aguentar, dê lá por onde der.

Esta quarta-feira, depois de referir que o Orçamento é o que "tendencialmente" os socialistas desejavam, César disse que o documento inclui propostas "de todos os partidos que as submeteram, inclusive do CDS", à exceção do PSD.

"Da 'caranguejola' da direita, que se desconjuntou, foi o PSD que ficou a pé mas não de pé: não quis servir quem o elegeu nem quis servir para o que foi eleito", atirou, sublinhando que a bancada social-democrata "votou contra mais de 70 artigos idênticos aos do Orçamento de 2015. "Esta era a ocasião para o PSD se endireitar e dizer o que faria e entendia melhor para o seu país. Afinal, o PSD nem se cura da aversão à Esquerda nem se endireita", concluiu.

O PSD, pela voz do líder parlamentar Luís Montenegro, apontou baterias à Esquerda, que apelidou mais uma vez de "gerigonça", criticou o OE por ser "mau". "Não é amigo das famílias, não é amigo das empresas, não combate as desigualdades da nossa sociedade", referiu.

"Os mais distraídos ou os mais ofegantes apoiantes desta gerigonça governativa, dentro e fora do Parlamento, apressaram-se a concluir que o PSD estava amuado, que tinha uma posição de birra [por não ter apresentado qualquer proposta]", aludiu.

"Estamos contra este Orçamento porque ele é mesmo um mau orçamento para o país", acrescentou, acusando o primeiro-ministro António Costa de fazer "o que o engenheiro Sócrates fez em 2009: dá o que tem e o que não tem para, a seguir, cobrar em dobro o que deu antes".

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Também o CDS-PP se guiou pelo mesmo tom. "O pobre documento orçamental foi empurrado de uns para os outros dentro dos partidos da maioria parlamentar e mesmo enjeitado. Por momentos parecia que, sendo da gerigonça, não era de facto de ninguém", retorquiu o centrista Telmo Correia, acusando a Esquerda de veicular um "discurso patrioteiro" que coloca Portugal "em confronto com as instituições europeias".

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