Crime

Casal português morto à frente do filho em Luanda

Casal português morto à frente do filho em Luanda

Um casal português foi morto, na terça-feira, por desconhecidos quando viajava de automóvel numa via rápida de Luanda, Angola. Ao homicídio escapou o filho do casal.

Fonte contactada pelo JN em Angola disse que o crime ocorreu por volta das 20 horas de terça-feira quando as vítimas, Elvira Mil-Homens e Fernando Silva, de 62 e 57 anos, respetivamente, circulavam na Via Expresso (via rápida que liga várias localidades da periferia da capital angolana). Segundo esta fonte, os alegados homicidas seguiam noutra viatura que ultrapassou os portugueses, tendo disparado sobre estes.

O homem morreu no local e a mulher faleceu mais tarde num hospital para onde foi transportada e socorrida. O crime e a identidade das vítimas foram confirmados, ao JN, pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, que está a acompanhar o caso.

"Estamos a acompanhar as diligências judiciais que estão a ser desenvolvidas e o consulado de Portugal em Angola já contactou com o procurador-geral da República solicitando a maior celeridade possível nas investigações", afirmou o secretário de Estado José Luís Carneiro, em declarações aos jornalistas, na Assembleia da República, à margem da reunião plenário do Conselho das Comunidades Portuguesas.

O governante especificou que o apoio consular está a ser desencadeado, "quer no contacto com os familiares, quer com as autoridades judiciais de Angola para, o mais rapidamente possível apurar os responsáveis pelo assassínio do casal português".

De acordo com as primeiras informações, as vítimas são um casal de empresários luso-angolanos, proprietários de uma empresa que comercializa material elétrico e de iluminação.

Os alegados homicidas terão disparado à queima-roupa sobre o casal e fugido do local sem se aperceberem da presença do filho, maior de idade, no interior da viatura.

"Não roubaram nada, chegaram e dispararam contra o casal, mas ao filho que vinha no carro não aconteceu nada, não sabemos se foi acerto de contas", adiantou fonte da polícia à agência Lusa.

Segundo o JN apurou, um cidadão francês terá sido raptado há dois dias naquela mesma via rápida e levado para local incerto. A embaixada francesa terá, entretanto, aconselhado os seus cidadãos residentes em Luanda a não utilizarem a Via Expresso.