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Catarina Martins e o orçamento: "Resposta podia ter sido mais robusta"

Catarina Martins e o orçamento: "Resposta podia ter sido mais robusta"

A líder do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, afirmou esta sexta-feira que a resposta oferecida pelo orçamento suplementar "podia ter sido mais robusta e dar ao país mais condições para enfrentar a crise".

"O Bloco de Esquerda afirmou que iria abster-se por duas razões. Uma delas é porque acha que o orçamento é insuficiente para responder à crise. Este são os critérios que guiaram o Bloco desde o início", afirmou a líder do BE.

"Foi conseguido um objetivo, mas também teria sido possível ir mais longe. A resposta podia ter sido mais robusta e dar ao país mais condições para enfrentar a crise", disse Catarina Martins.

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Catarina Martins considerou ainda que "o Orçamento Suplementar não é uma primeira parte do Orçamento do Estado", mas avisou que o que está a acontecer neste momento no país "é um acordo" entre PS e PSD.

"E na verdade o que estamos a observar neste momento no país é um acordo - chame-se negociação ou não - entre PS e PSD", avisou.

Na perspetiva da líder do BE, este acordo "não só aconteceu no Orçamento Suplementar, com o PSD a mudar a sua posição inicial para ir ao encontro do Governo, mas também um acordo para alterações regimentais no parlamento" e "mesmo acordo para eleição de órgãos externos à Assembleia da República".

"O Orçamento Suplementar não é uma primeira parte do Orçamento do Estado. São documentos diferentes. O Orçamento Suplementar tem a ver com a resposta de emergência face à pandemia", referiu.

Para Catarina Martins, o próximo "Orçamento do Estado é um outro momento que não se confunde com este".

Assis "é um defensor de longa data de bloco central"

A coordenadora do BE considerou também que o socialista Francisco Assis "é um defensor de longa data do bloco central" e por isso é natural que tenha apoio do PS e do PSD para o Conselho Económico e Social.

O PS propôs esta sexta-feira o seu antigo líder parlamentar Francisco Assis para substituir Correia de Campos no cargo de presidente do Conselho Económico e Social (CES), uma escolha já elogiada pelo líder do PSD, Rui Rio, que classificou como "particularmente feliz".

Questionada sobre esta escolha, Catarina Martins referiu que "Francisco Assis é um defensor de longa data do bloco central e, portanto, é natural que recolha apoio junto do PS e do PSD".

"É natural também que as nossas posições sejam diferentes e são aliás conhecidas", avisou.

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