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Catarina Martins: "Fica claro que ano letivo não vai reabrir a 14 de abril"

Catarina Martins: "Fica claro que ano letivo não vai reabrir a 14 de abril"

A coordenadora bloquista, Catarina Martins, considerou "claro que o ano letivo não vai poder reabrir a 14 de abril", pedindo a reposição das medidas de apoio aos pais e que nenhuma família possa ficar sem água, energia ou comunicações.

À saída da terceira reunião para avaliar a situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal, promovida pelo Governo, e que juntou o primeiro-ministro, António Costa, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, líderes partidários, parceiros sociais e conselheiros de estado (estes por videoconferência), Catarina Martins afirmou que "as medidas de contenção estão a dar resultado".

"As pessoas estão naturalmente cansadas de medidas de contenção que já são prolongadas, mas na verdade são elas que têm permitido combater esta pandemia e parece certo que está a resultar, por um lado, e que tem que se manter, por outro lado, o que quer dizer que a abertura do ano letivo no dia 14 abril está neste momento posta fora de questão", explicou.

De acordo com a líder do BE, "estão a ser debatidos outros cenários", o que será também tema da reunião com o primeiro-ministro que todos os partidos vão ter na quarta-feira.

"É necessário que as medidas de acompanhamento aos filhos sejam repostas porque não é possível não abrir o ano letivo e que os pais não tenham medidas de acompanhamento aos filhos", defendeu.

Na perspetiva de Catarina Martins, uma vez que se conclui que "as medidas de contenção estão a resultar, mas têm que se prolongar durante mais tempo", é preciso "compreender que o que está a ser bom do ponto de vista da resposta à crise sanitária é muito complicado do ponto de vista da resposta à crise social".

"Prolongando-se as medidas de contenção, vai ser preciso medidas mais fortes do ponto de vista económico e social, não me canso de repetir o papel que as grandes empresas e o sistema financeiro têm de ter neste momento", insistiu.

Exemplo disso é o facto das famílias, ao estarem "mais em casa, com menos rendimentos, com teletrabalho e com ensino à distância", estarem a ver "disparar as contas da luz, da água, das comunicações", apontou a dirigente do BE.

"Amanhã no parlamento vamos debater uma série de medidas sociais. Uma parte dessas medidas, proposta do BE, é precisamente garantir tarifa social da energia, consumos mínimos da água e garantir, no seguimento aliás do que a Anacom já veio defender, também que nas comunicações haja pacotes mínimos e que ninguém possa ficar sem água, luz ou comunicações neste momento", sublinhou.

Para Catarina Martins, "quando fica claro que o ano letivo não vai poder reabrir a 14 de abril e as famílias ficarão mais tempo em casa, medidas para os consumos essenciais das famílias são absolutamente imprescindíveis".

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,3 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 75 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito na terça-feira pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 345 mortes, mais 34 do que na véspera (+10,9%), e 12.442 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 712 em relação a segunda-feira (+6%).

Dos infetados, 1.180 estão internados, 271 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 184 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

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