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Católica do Porto despede funcionários e anuncia cortes salariais

Católica do Porto despede funcionários e anuncia cortes salariais

O Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa está a despedir funcionários e decidiu cortar 5% nos salários de todos os seus trabalhadores já a partir deste mês.

Em entrevista à Agência Lusa, o presidente do Centro Regional do Porto da Universidade Católica, Joaquim Azevedo, confirmou os despedimentos e os cortes salariais, afirmando tratarem-se de medidas que visam dar à Universidade "uma situação que lhe permita ser sustentável".

Joaquim Azevedo referiu que os despedimentos decorrem da decisão tomada em 2009 de extinguir quatro actividades da Universidade: um externato, uma escola tecnológica, o pólo das Caldas da Rainha e "vários" projectos existentes no âmbito do Programa Operacional Potencial Humano.

"Tomámos uma decisão de gestão que foi extinguir essas actividades, que não são específicas da Universidade e que não estão na sua missão", disse, acrescentando que, como consequência, há "várias pessoas" a quem não foram renovados os contratos a prazo e outras, pertencentes ao quadro, que abandonarão a instituição, sobretudo devido à extinção dos postos de trabalho.

"O processo (de extinção) tem vindo a ser seguido ao longo destes anos, mas agora entra numa fase mesmo final", justificou Joaquim Azevedo, que precisou estar, actualmente, a negociar a saída de "20 pessoas".

Afirmando que esta extinção de actividades "gerou uma dificuldade global", Joaquim Azevedo confirmou que recentemente foi decidido, e comunicado no final da semana passada aos funcionários e professores, cortar 5% na massa salarial já a partir deste mês, por um período de 10 meses.

"Foi para fazer face a essa situação que se entendeu promover um esforço comum, concertado, entre as pessoas, no sentido de haver essa redução momentânea, durante um período muito bem estabelecido, que nos permite realizar um esforço interno para ajudar a situação que aqui foi gerada", afirmou Joaquim Azevedo.

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O responsável adiantou que está a ser equacionado não aplicar cortes a quem receba menos de 1500 euros, sendo que, em termos globais, serão abrangidas cerca de 550 pessoas, entre funcionários e professores "fixos".

Questionado sobre as contas da instituição, Joaquim Azevedo garantiu que a UC Porto, "como qualquer instituição, tem os seus problemas de gestão, mas tem a sua situação económica e financeira completamente controlada e é sustentável".

Sublinhou que estas medidas são tomadas "na hora certa" para que a instituição "nunca passe por riscos" que ponham em causa a sua sustentabilidade.

"Não podemos é empurrar o lixo para debaixo do tapete ou pedir dinheiro à banca para resolver os nossos problemas, que são duas coisas que o país fez e cujos resultados estão agora à vista", concluiu.

A UCPorto decidiu aumentar as propinas em 4%, justificando a medida com o crescimento do IVA, da Segurança Social e da ADSE. "Isto tudo somado faz subir a carga fiscal acima dos 4% e entendemos fazer estes reajustamentos" ao valor das propinas, disse.

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