Disciplina de Cidadania

Católicos acusam Patriarca e bispo de Aveiro de os envergonhar

Católicos acusam Patriarca e bispo de Aveiro de os envergonhar

Numa carta enviada à Nunciatura Apostólica, à Conferência Episcopal Portuguesa, ao Patriarca de Lisboa e ao Bispo de Aveiro um grupo de católicos portugueses diz que ao subscrever e assinar o manifesto contra a obrigatoriedade das aulas de Educação para a Cidadania no Ensino Básico, o Cardeal D. Manuel Clemente e D. Manuel Moiteiro "envergonhou", "dececionou e desgostou muitíssimo" os "cidadãos, cristãos e católicos".

A carta assinada por Maria João Sandes Lemos, Jorge Wemans, Leonor Xavier, Helena Marujo, Teresa Vasconcelos, Luís Soares Barbosa e Nuno Caiado, entre outros, é "um alerta aos bispos".

"Entendemos que é nosso dever escrever-vos para vos dizer que a assinatura do referido manifesto é uma desastrada forma de intervenção cívica, sendo sentida como uma agressão aos católicos que não se reveem nesse documento", pode ler-se na missiva.

Em causa está um manifesto a pedir para que as aulas de Cidadania deixem de ser obrigatórias, cabendo às famílias educar os jovens nos temas que fazem parte do currículo da disciplina. Do documento assinado pelo Cardeal Patriarca e pelo Bispo de Aveiro, também constava o nome de Cavaco Silva e Pedro Passos Coelho.

"Não há sustentação teológica, moral ou ética para a posição tomada", disse ao JN Nuno Franco Caiado, um dos subscritores da carta.

Em vários pontos, o documento afirma que a "cidadania não é uma opção mas um direito e um dever de todos" e que "a educação não é neutra" e que isso "nunca deveria incomodar os subscritores do manifesto (os bispos) pois ela serve sempre um propósito", e, no caso da Cidadania, é um "propósito positivo e socialmente justo".

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"Não queremos uma Igreja instrumentalizada ou de qualquer modo cúmplice com as nuvens escuras que se adensam em muitos países", conclui.

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