Cavaco Silva

Cavaco distingue cinco personalidades da cultura e ciência

Cavaco distingue cinco personalidades da cultura e ciência

O presidente da República condecorou, esta sexta-feira, cinco personalidades da cultura e ciência, pessoas que, considerou, acreditam no valor do pensamento, conhecimento, estudo e trabalho árduo, "que é sempre necessário para vencer em qualquer domínio de atividade".

Cavaco Silva atribuiu, no Palácio de Belém, o grau de Comendador da Ordem de Sant'lago da Espada a Henrique Leitão (doutorado em Física e investigador principal no Centro Interuniversitário da História das Ciências e Tecnologia, que foi Prémio Pessoa 2014) e ao padre José Tolentino Mendonça (professor universitário e poeta que é vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa).

O presidente da República impôs ainda a insígnia de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique ao cirurgião cardiotorácico, investigador e professor universitário José Roquette, tendo a investigadora e secretária-geral da Academia das Ciências de Lisboa, Maria Salomé Soares Pais, e o vice-presidente do Conselho de Administração da Estoril-Sol e antigo diretor da revista "Egoísta", Mário Assis Ferreira, sido agraciados com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.

No discurso durante a cerimónia, o chefe de Estado considerou que estas são "pessoas que acreditam na importância e no valor do pensamento, do conhecimento, do estudo, da criação, do trabalho árduo", este último que, na opinião de Aníbal Cavaco Silva "é sempre necessário para vencer em qualquer domínio de atividade".

"Homenageamos pessoas que acreditam no seu trabalho, no valor do seu trabalho, acreditam em si próprios, são pessoas de fé, trabalho que é normalmente realizado de forma discreta, longe dos holofotes, longe do palco mediático", realçou ainda, considerando que os distinguidos acreditam em Portugal e que "têm revelado um profundo sentido patriótico".

Na opinião de Cavaco Silva "a cultura portuguesa vive neste momento motivos de alegria pelo reconhecimento por parte da UNESCO de elementos importantes do nosso património, como seja o fado, o cante e mais recentemente o fabrico dos chocalhos alentejanos".

O presidente da República deixou um "muito obrigado" aos agraciados pelo contributo dado para o reconhecimento de Portugal e pelos "avanços nas matérias onde concentram os seus talentos", escusando-se a dissertar sobre os seus percursos de vida e sobre os seus currículos, porque estes "são conhecidos, respeitados e admirados pelos portugueses".

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Pelos homenageados discursou o padre Tolentino Mendonça, que não esqueceu que em cada um dos distinguidos pelo presidente da República estão muitos outros portugueses porque para gerar cada uma destas personalidades "são precisos tantos contributos, tantos rostos, tantas dádivas generosas, tanta vida, recebida de outros", muitas vezes desconhecidos e anónimos.

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