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Cavaco quer parceria estratégica com Angola

Cavaco quer parceria estratégica com Angola

O presidente da República, Cavaco Silva, sugeriu, hoje, segunda-feira, em Luanda, que Portugal e Angola institucionalizem uma “parceria estratégica”. José Eduardo dos Santos acolheu a ideia eprometeu que as dívidas às PME vão ser pagas nos próximos dois meses.

De visita oficial a Angola até à próxima quinta-feira, Cavaco Silva discursou, ontem, segunda-feira, numa sessão extraordinária do Parlamento angolano, onde pediu “uma consagração institucional” da “parceria estratégica” entre os dois países”.

O presidente considera que a institucionalização dessa parceria ajudaria a resolver “mais facilmente questões pendentes”. E a “traçar rumos para o futuro”.

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José Eduardo dos Santos, o presidente angolano, concorda com a ideia, considerando existirem “bases sólidas” para institucionalizar essa parceria.

O chefe de Estado angolano garantiu que as dívidas às pequenas e médias empresas vão ser pagas nos próximos dois meses. Em relação às grandes empresas, o presidente afirmou que 40% será pago nos próximos dois meses e o restante durante os próximos dois anos.

Sem especificar o montante da dívida angolana, José Eduardo dos Santos disse que o total da dívida geral é de 5,2 mil milhões de euros e que 30% desse montante será a empresas portuguesas.

No discurso que fez no Parlamento, Cavaco lançou também a sugestão de parcerias “orientadas para o aproveitamento de oportunidades em países terceiros” em África e na Europa.

O chefe de Estado português não deixou, porém, de sublinhar que Angola não ratificou ainda o acordo firmado entre os dois países, em 2008, para protecção de investimentos.

Na chegada a Luanda, Cavaco anunciou que os temas económicos e empresariais iriam ocupar papel de destaque, já que Portugal e Angola têm intensas “relações comerciais”. Angola é o quarto país para onde Portugal mais exporta e o primeiro fora da União Europeia.

“É minha convicção de que não apenas Portugal beneficia desta intensidade de relações comerciais, mas também Angola. Os empresários portugueses estão a contribuir para o desenvolvimento económico e social de Angola, para a melhoria das condições de vida da sua população”, disse.

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