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Cavaco Silva defende que é preciso dar voz aos mais fracos

Cavaco Silva defende que é preciso dar voz aos mais fracos

O presidente da República, Cavaco Silva, afirmou, esta sexta-feira, na Póvoa de Lanhoso, que se vive um "tempo de sacrifícios" e que estes devem ser "distribuídos de forma justa".

"O princípio da equidade deve ser respeitado", defendeu o presidente da República.

Na terra que "viu nascer o Movimento da Maria da Fonte", no qual "foi expressa a voz dos mais fracos", Cavaco Silva afirmou que, "hoje, faz falta que a voz dos mais fracos seja ouvida".

Para o chefe de Estado, "não é de estranhar" que o movimento Maria da Fonte tenha tido como impulsionadores as "mulheres" já que são estas "as primeiras a sentir as dificuldades em casa".

Cavaco Silva enalteceu também o trabalho das autarquias que classificou de "decisivo" para que "Portugal encontre o rumo de crescimento económico sustentável e para travar o desemprego".

Na Póvoa de Lanhoso, visitou ainda uma associação de apoio ao deficiente visual onde manifestou "solidariedade e apreço" por quem "se dedica a erguer a voz dos mais necessitados".

Cavaco Silva explicou que "faltam oportunidades para os que sofrem de deficiência", mas que os deficientes "não são incapazes" e, por isso, "podem contribuir para um Portugal mais justo".

Ainda na primeira parte da visita à Póvoa de Lanhoso, no salão Nobre da autarquia, Cavaco Silva explicou o porquê da sua visita. "Venho aqui pagar uma dívida. Porque ao contrário de outros, pagar na hora certa qualquer compromisso é algo que prezo muito na vida pessoal e política". Cavaco disse referir-se à "fantástica" recepção das gentes da Póvoa de Lanhoso em 2005, quando esteve no concelho por época da pré-campanha.