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Cavaco Silva desafia portugueses a "vencerem previsões negativas"

Cavaco Silva desafia portugueses a "vencerem previsões negativas"

O presidente da República, Cavaco Silva, desafiou, esta sexta-feira, os portugueses a "vencerem as previsões negativas" do Banco de Portugal para a economia nacional em 2012.

Em Oliveira do Bairro, distrito de Aveiro, Aníbal Cavaco Silva disse que a possibilidade de contrariar, "já em 2011", as previsões "bastante negativas" do Banco de Portugal (BdP), "vai depender muito da atitude dos portugueses".

"Não será possível fazer com que a realidade venha a ser melhor?", questionou, explicando que esta e outras perguntas lhe "foram dirigidas por alguns portugueses" desde quinta-feira.

A recessão no próximo ano será mais profunda, segundo o Banco de Portugal, que quinta-feira agravou a sua projecção para uma contracção de 2,2%, quando antes esperava uma quebra de 1,8%, tal como a 'troika'.

"Gostaria que os portugueses assumissem o desafio de vencerem as previsões para 2011 e 2012", insistiu Cavaco Silva, ressalvando, no entanto, que as previsões do BdP "são feitas por gente altamente qualificada".

O presidente da República admitiu que será possível imprimir à economia nacional uma dinâmica que acabe por contrariar as projecções. "É preciso que trabalhemos mais, que trabalhemos com qualidade, que tenhamos mais força", enfatizou.

"Máximo consenso" entre forças políticas

Cavaco Silva defendeu também o "máximo consenso" entre os partidos para fazer avançar a reforma administrativa apresentada pelo Governo na semana passada.

Realçando a reforma que prevê a extinção de freguesias e fusão de municípios, o presidente da República considerou que o plano "deve ser objecto de um debate aprofundado, por forma a conseguir o máximo de consenso entre as forças políticas", defendeu.

Mas, na sua opinião, não se pode deixar de fora "a voz dos autarcas, que irão com certeza ser ouvidos".

A reforma administrativa "é uma matéria que costuma ser tratada só de muitas décadas em muitas décadas", lembrou Cavaco Silva aos jornalistas, sublinhando que "os autarcas são hoje agentes de desenvolvimento económico e social da maior importância".