Ranking de escolas

CDS acusa ministro da Educação de ser "marioneta da Fenprof"

CDS acusa ministro da Educação de ser "marioneta da Fenprof"

O presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues do Santos, acusou este sábado o ministro da Educação de ser "um ministro auxiliar de Mário Nogueira" e uma "marioneta da Fenprof", por terem uma posição idêntica sobre os rankings de escolas.

"Este ministro da Educação é um ministro auxiliar de Mário Nogueira, é, se quiserem, uma marioneta da Fenprof e, uma vez mais, ouvimo-los, em uníssono, dizer rigorosamente a mesma coisa", afirmou.

O líder centrista discursava na sessão de apresentação da candidatura da coligação PSD/CDS-PP à Câmara de Redondo, no distrito de Évora, liderada por David Fialho Galego, realizada junto ao edifício do município.

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Francisco Rodrigues dos Santos notou que o Governo e a Federação Nacional de Professores (Fenprof) "estão muito incomodados que todo o país saiba a qualidade da educação", com a divulgação do 'ranking' das escolas.

"Mas ignoram que não reconhecer a realidade objetiva deste país é querer escondê-la do escrutínio público e estar a desproteger as nossas crianças e seu acesso justo a uma educação com qualidade", sublinhou.

O presidente do CDS-PP vincou que, neste caso, o Governo andou "a reboque da Fenprof", acusando o executivo de "subjugar os interesses dos alunos à máquina de interesse de um sindicato de professores".

"Só um ensino de qualidade em Portugal, exigente, com bons programas e cujas escolhas resultem também da vontade e da liberdade das famílias é que pode, de uma vez por todas, premiar o mérito e recompor o elevador social", assinalou.

Para o líder centrista, a "herança" que o Governo do PS vai deixar ao país "é um fosso, cada vez maior, entre o ensino público e o ensino privado".

"O país está, agora, a pagar a fatura da ideologia do PS na educação, quando decidiu rasgar contratos de associação que permitiam às famílias escolher uma escola não estatal totalmente paga pelo Estado", referiu.

Rodrigues dos Santos frisou que "20 escolas foram fechadas", na sequência desta medida do Governo, considerando que foi "uma decisão profundamente injusta do ponto de vista social".

"Aqueles que têm menos rendimentos têm menos opções de escolha para estudar e têm menos oportunidades para poder vencer na vida através da sua formação", argumentou.

Na sexta-feira, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, considerou que as listagens de estabelecimentos de ensino baseadas nas médias dos exames nacionais são "injustas e redutoras", além de "não refletirem a qualidade do trabalho das escolas".

Também a Fenprof defendeu que os rankings das escolas são "uma farsa" por reduzirem todo o trabalho das comunidades escolares aos resultados dos alunos nos exames nacionais.

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