Rodrigues dos Santos

CDS avisa Costa: "Se avançar para o Constitucional estará a fazer uma declaração de guerra"

CDS avisa Costa: "Se avançar para o Constitucional estará a fazer uma declaração de guerra"

O líder do CDS disse que o primeiro-ministro estará a abrir uma guerra caso avance para o Tribunal Constitucional para tentar impedir a aplicação da lei do reforço de apoios sociais, promulgada no domingo pelo Presidente da República.

"Se o Governo iniciar uma batalha jurídica no Tribunal Constitucional para impedir a atribuição destes apoios sociais estará a insultar as vítimas desta pandemia e a fazer uma declaração de guerra ao país que tem obrigação de apoiar com tudo aquilo que pode em plena emergência social", adiantou Francisco Rodrigues dos Santos, em Mirandela, durante a apresentação de Maria Helena Chéu como candidata do partido à Câmara daquele concelho, onde o CDS já foi poder em 1989. Para o líder centrista, "diploma promulgado é diploma executado e essa é a obrigação deste Governo".

Rodrigues dos Santos aproveitou ainda para criticar a gestão do caso da Comissão Nacional de Cuidados Paliativos. "O Governo está há quatro meses para nomear esta comissão, mas foi muito rápido a aprovar uma lei inconstitucional como a eutanásia em tempo recorde, nas costas dos portugueses, ignorando quase 100 mil portugueses que queriam o referendo e ser ouvidos nesta matéria. "

Francisco Rodrigues dos Santos não se ficou por aqui nos recados ao Governo, exigindo ainda uma participação militar, ao nível da União Europeia, para acabar com o conflito armado em Cabo Delgado, Moçambique. "O combate ao terrorismo é um imperativo europeu e mundial, onde Portugal participa de forma militar e procura erradicar. Acontece no Mali, no Iraque, no Afeganistão, na República Centro Africana e também na Somália, pelo que faz ainda mais sentido uma participação militar num espaço da lusofonia num país irmão como é Moçambique", disse.

Para o líder do CDS, "esgotou-se o tempo das palavras e das reuniões. É hora de passar à ação e resolver definitivamente o problema".

O CDS é poder em apenas seis câmaras do país, mas Francisco Rodrigues dos Santos acredita que os democratas-cristãos serão "a grande surpresa das autárquicas deste ano".

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