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CDS dá vitória a Francisco Rodrigues dos Santos

CDS dá vitória a Francisco Rodrigues dos Santos

A moção de Francisco Rodrigues dos Santos foi a mais votada no 28º congresso do CDS, que termina este domingo em Aveiro, com 671 votos, derrotando João Almeida, que obteve 562 votos, e Filipe Lobo d' Ávila, com 209. Ficou assim confirmada a vantagem de Chicão que baralhou as contas dos adversários no arranque do conclave. Assume agora o comando do partido após a saída de Assunção Cristas.

Os resultados da votação foram conhecidos cerca das quatro horas da madrugada.

Os candidatos vão agora ultimar as listas que são votadas esta manhã, quando será proclamado o sucessor de Assunção Cristas e a sua equipa dirigente. Os dois menos votados apostam agora em ganhar terreno no Conselho Nacional.

Fernando Barbosa, líder da Distrital do Porto, é uma hipótese para secretário-geral de um partido liderado por Francisco Rodrigues dos Santos, apurou o JN.

Na sua moção de estratégia global, Francisco Rodrigues dos Santos promete "renovar, reestruturar e reposicionar o CDS" para surgir "o tal novo partido antigo que represente uma nova Direita", quando "a quadrilha das esquerdas unidas tomou de assalto o sistema parlamentar".

Perante a crise financeira do partido, defende "a criação da figura do diretor financeiro" porque "o CDS terá que fazer muito com pouco". Quer ainda reforçar os poderes dos conselhos executivo e de fiscalização sobre as contas do partido.

Em termos de grandes áreas, aposta por exemplo na Segurança Social, onde propõe "um novo contrato social" e um "plafonamento horizontal "em que, a partir de dado rendimento a definir em concertação social, as contribuições possam ser feitas num modelo à escolha, sem prejuízo da manutenção de taxa contributiva base para o público. E quer "um limite claro às pensões pagas pelo Estado".

O candidato João Almeida, porta-voz da atual direção, diz que "a gestão rigorosa dos recursos é imprescindível" para que o CDS não volte a viver esta crise. O planeamento financeiro deve ser atribuído a um vice-presidente e, em alternativa, "poderá ser criado o cargo de tesoureiro", propõe ainda. Qualquer alienação, oneração ou aquisição deve ser aprovada em Conselho Nacional, que irá eleger uma comissão independente.

Na organização interna, propõe "redimensionar" os órgãos nacionais, cujo peso "é muito grande e relativiza as representatividade das estruturas locais".

Na Segurança Social, o deputado quer instituir o direito à informação sobre o montante de pensão que caberá a cada cidadão e permitir que, voluntariamente, possa descontar para o público ou o privado. Já o SNS "deve, em certos casos, convocar os setores privado e social", reservando ao Estado o papel de financiador e fiscalizador.

Filipe Lobo d' Ávila também propõe como o líder da JP um diretor financeiro, libertando a secretaria-geral para outras funções. Deve "assegurar a regularidade e a sã transparência de todos os procedimentos contratuais".

Do mesmo modo, defende o plafonamento enquanto sistema misto na Segurança Social, com os contribuintes a escolher se preferem descontar para o público ou para o privado e, assim, a "precaverem" os seus rendimentos na aposentação. No SNS, sublinha que "se deve apostar na complementaridade" com o privado e o social. E, no ensino, promete "aprofundar a autonomia dos agrupamentos e escolas não agrupadas", nomeadamente em termos "financeiros, através do cheque-educação atribuído às escolas cujo projeto educativo seja escolhido pelas famílias". A eutanásia é outro tema que destaca, considerando que o CDS deve exigir um referendo como via única de revisão da lei.

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