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CDS-PP diz que Estado falhou porque mais de 2600 doentes morreram sem ser operados

CDS-PP diz que Estado falhou porque mais de 2600 doentes morreram sem ser operados

O CDS-PP considerou, esta quarta-feira, que o relatório do Tribunal de Contas sobre a acessibilidade do Serviço Nacional de Saúde apresenta "dados gravíssimos" porque mostra que o "Estado falhou" quando mais de 2600 doentes morreram sem ser operados.

Numa declaração no parlamento, em Lisboa, a deputada do CDS-PP, Isabel Galriça Neto, adiantou aos jornalistas que o partido pediu uma "audição urgente do presidente do Tribunal de Contas" e já questionou o ministro da Saúde sobre o relatório de uma auditoria ao acesso a cuidados de saúde no Serviço Nacional de Saúde (SNS), que incidiu no triénio 2014-2016.

"Mais uma vez e lamentavelmente o Estado falhou quando nós temos mais de 2600 doentes que morreram sem ser operados", lamentou.

Para a deputada do CDS-PP, "este relatório do Tribunal de Contas apresenta dados gravíssimos".

"É confirmação de que a acessibilidade do SNS se agravou nos últimos anos, que houve falseamento de dados a partir de 2016 por parte da AACS (Administração Central do Sistema de Saúde) e isto é uma realidade gravíssima, motivo pelo qual o CDS já questionou e o senhor ministro de Saúde e pediu a audição urgente do presidente do Tribunal de Contas", justificou.

Apesar da realidade dos incêndios que hoje tanto "apoquenta" o país, na opinião de Isabel Galriça Neto, não "pode passar em claro aquilo que diz respeito à vida de 2600 pessoas que não foram operadas atempadamente, que morreram antes de ser operadas por falhanço do Estado".

Hoje mesmo, o PSD tinha pedido para ouvir com urgência no parlamento o ministro da Saúde sobre este relatório do Tribunal de Contas que concluiu que, entre 2014 e 2016, ocorreu "uma degradação do acesso dos utentes a consultas" e a cirurgias.