Covid-19

CDS propõe que Forças Armadas coordenem plano de vacinação

CDS propõe que Forças Armadas coordenem plano de vacinação

O CDS-PP manifestou esta quarta-feira "estranheza" pelos motivos alegados pelo coordenador da task force para o Plano de Vacinação contra a Covid-19 para a sua demissão, e propôs que as Forças Armadas fiquem responsáveis pelo processo.

Numa declaração aos jornalistas na Assembleia da República, em Lisboa, a deputada centrista Ana Rita Bessa manifestou "estranheza dos motivos alegados para a demissão" e considerou "um bocadinho 'sui generis', no meio de tudo aquilo que se passa com o plano de vacinação, que a razão se prenda com uma outra função que Francisco Ramos exerce na Cruz Vermelha".

O Ministério da Saúde anunciou hoje que o coordenador da task force para o Plano de Vacinação contra a covid-19 em Portugal, Francisco Ramos, demitiu-se do cargo, na sequência de "irregularidades detetadas pelo próprio no processo de seleção de profissionais de saúde no Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa, do qual é presidente da comissão executiva".

"Vamos assumir que sim, que foi essa a razão que o levou a esta demissão, mas não somos ingénuos", comentou Ana Rita Bessa, questionando se "não faria mais sentido demitir-se desse cargo na Cruz Vermelha também, ou para começar".

A deputada do CDS-PP destacou também que se exige da parte do Governo saber "é quem é que assume este barco agora", e defendeu que essa resposta pode passar pelas Forças Armadas.

"Tendo em conta que na task force existem já elementos, por exemplo das Forças Armadas, capazes, capacitados de gerir operações desta natureza, operações logísticas de precisão e de processos com esta natureza, pois parece-me bem que, em vez de andarmos aqui a criar grupos de trabalho para inventar agora quem é que vai tomar conta deste assunto, que o entreguemos a quem sabe", afirmou.

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A democrata-cristã defendeu que, em vez de se iniciar "um novo processo de seleção de nomes", a solução pode passar por "aproveitar o trabalho que essas pessoas já desenvolveram, aproveitar os 'expertise' [a perícia] que têm no seu treino e na sua função regular e pôr em marcha e entregar-lhe confiadamente esta responsabilidade".

Na declaração aos jornalistas, a deputada do CDS-PP identificou ainda "um desacerto muito grande" entre Francisco Ramos e o Governo, por exemplo quanto à definição dos critérios de vacinação.

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