Eleições

CDS prevê resultado "viciado" e defende que confinados votem no dia 29

CDS prevê resultado "viciado" e defende que confinados votem no dia 29

Em reação ao anúncio da ministra da Administração Interna, Francisca Van Dunem, sobre a possibilidade de os eleitores em confinamento saírem para votar no dia 30, o líder do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos afirma que o resultado pode ficar "de certa maneira viciado".

O candidato do CDS é, para já, o primeiro a reagir à decisão: "Nestas circunstâncias não me restam dúvidas nenhumas, porque reina o medo, reina a insegurança, que por falta de preparação muitos portugueses não queiram correr o risco de votar no dia das eleições".

Para o líder do CDS, a solução ideal seria que a eleição decorresse em dois dias: "no dia 29 para infetados e confinados e no dia 30 para a população em geral". "Assim, ninguém ficaria impedido de exercer o seu direito de voto" e podiam fazê-lo "em liberdade e em segurança", defendeu.

"E não correríamos o risco de as eleições e o seu resultado poder estar de certa maneira viciado pelo facto de cerca de 500 mil portugueses, que se estimam que estejam confinados naquela altura, não poderem exercer o seu direito de voto", salientou.

Assinalando que "estas são as terceiras eleições que ocorrem no nosso país debaixo de uma pandemia", Francisco Rodrigues dos Santos afirmou que "o que se esperava de um Governo responsável é que não andasse constantemente a correr atrás do prejuízo".

"Esperámos, esperámos e esperámos e no final de contas a montanha pariu um rato", afirmou Francisco Rodrigues dos Santos, citado pela Lusa. Durante um almoço de campanha no Seixal, em Setúbal, o líder do CDS, enquanto discursava, aproveitou para comentar o anúncio de Francisca Van Dunem, que afirmou que as pessoas cujo período de isolamento coincide com o dia 30 poderão votar na última hora antes do encerramento das urnas, entre as 18 e as 19 horas.

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"Semanas e semanas depois de especulação e de tabu", o que o Governo veio dizer "é que vai fazer uma resolução em Conselho de Ministros que permita aos infetados e aos confinados exercerem o seu direito de voto numa janela horária de domingo".

"Ora, para isto não era preciso os portugueses terem esperado tanto tempo. Bastava que o Governo se dignasse a reunir e a anunciar esta decisão aos portugueses, em vez de ter criado um tabu e ter empurrado o problema com a barriga. Não apresenta solução rigorosamente nenhuma que garanta a segurança e a tranquilidade no exercício do direito de voto aos portugueses em geral", criticou.

Na ótica de Francisco Rodrigues dos Santos, "isto é um péssimo sinal do estado de saúde da nossa democracia, isto é uma vez mais a atrapalhação, a incompetência, a falta de planeamento a que o Governo socialista já nos habituou".

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