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CDS questiona paragem das VMER por falta de médico

CDS questiona paragem das VMER por falta de médico

O CDS-PP questionou, nesta segunda-feira, o Governo sobre qual a "estratégia para contratar e reter o número necessário de médicos para o SNS, nomeadamente para os Serviços de Urgência e Emergência". Em causa, a notícia avançada pelo JN de que, no ano passado, as Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER) do INEM estiveram 5400 horas paradas por falta de médico. No ano em análise, a taxa de operacionalidade das VMER foi de 1,8%, o pior registo desde 2014.

Em comunicado enviado às redações, o CDS-PP questiona ainda o Executivo sobre a razão para "não serem criadas e incentivadas pelo atual Ministério da Saúde condições para a criação de equipas dedicadas de médicos à atividade de Urgência e Emergência (...) evitando situações potencialmente dramáticas como ter vítimas sem socorro em tempo oportuno". Por último, e por estar em causa "dinheiro público", questionam se a inoperacionalidade referida "poderá ser investigada pela Inspeção Geral das Atividades em Saúde, pelo Tribunal de Contas e pela Inspeção Geral das Finanças". Para o partido, não é viável "continuar a suborçamentar cronicamente o SNS para, depois, realizar injeções de capital nos hospitais no final do ano".

Explique-se que, conforme o JN noticiou, em dezembro de 2021 a taxa de inoperacionalidade das VMER foi tanto maior quanto mais se entra no interior do país, chegando aos 37,2% na Guarda e aos 17,7% em Castelo Branco. Em causa, a falta de médicos nos Serviços de Urgências.

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