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CEMGFA adverte que condição militar não pode ser desvirtuada

CEMGFA adverte que condição militar não pode ser desvirtuada

O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Pina Monteiro, advertiu hoje que a condição militar "não deve ser pervertida ou desvirtuada" e afirmou esperar "proximidade afetiva" por parte do Presidente da República.

"Estamos seguros que o nosso Comandante supremo pugnará pelo respeito pela condição militar e pela manutenção moral elevada no seio das Forças Armadas. Desejamos proximidade afetiva que estimula e fomenta as indispensáveis condições para o exercício do comando em todos os escalões da hierarquia militar", afirmou Pina Monteiro.

Pina Monteiro discursava na cerimónia de receção ao novo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que decorre em Mafra, frente ao Palácio Nacional e que reúne cerca de mil militares dos três ramos.

Classificando a condição militar como um valor do Estado democrático, Pina Monteiro advertiu que "esta não deve nem pode ser pervertida ou desvirtuada quer pelos militares quer na sua aplicação pelo Estado, ao universo de todos os cidadãos que se encontram ao abrigo do estatuto da condição militar".

O CEMGFA defendeu que o respeito pela condição militar impõe "um equilíbrio permanente entre os deveres específicos e as restrições de cidadania, assumidas pelos militares e os justos direitos que em contrapartida lhes são reconhecidos pelo Estado".

"Nesta relação, entre deveres e direitos, continuará também a ser determinante o papel da família militar, enquanto conceito solidário", disse, frisando que isso significa "segurança, estímulo e estabilidade militar".

Pina Monteiro, que assegurou a Marcelo Rebelo de Sousa "a mesma lealdade" que foi garantida ao Presidente anterior, Cavaco Silva, disse ainda que as Forças Armadas querem "preservar e se possível reforçar o papel das Forças Armadas na sociedade nacional".