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Centro de vacinação "drive-thru" no Porto pode receber duas mil pessoas por dia

Centro de vacinação "drive-thru" no Porto pode receber duas mil pessoas por dia

A Câmara do Porto criou um centro de vacinação "drive-thru" contra a covid-19 no Queimódromo. O projeto "piloto" permitirá administrar as vacinas sem que as pessoas tenham de sair do carro. Com capacidade para duas mil inoculações por dia, a Autarquia admite triplicar a capacidade de resposta, com a abertura de mais dois espaços de vacinação semelhantes: um no Palácio de Cristal e outro na antiga estação de recolha da STCP, em S. Roque da Lameira.

"O país precisa de fazer uma campanha de vacinação intensa e o Governo anuncia que essa vacinação deverá estar completa no final de verão. Quando olhamos para as necessidades, compreendemos rapidamente que o país terá de ter a capacidade de administrar entre 55 a 60 mil vacinas por dia. Isso não é compaginável com aquilo que está a acontecer nesta fase em que há poucas vacinas e estão a ser aplicada em hospitais e centros de saúde. Além do mais, é nosso entendimento, que os hospitais e centros de saúde devem servir para tratar as pessoas que estão doentes. Para a vacina é preciso ter recurso a outras estruturas", explicou Rui Moreira.

No recinto do Queimódromo, foram criadas 12 postos de vacinação. Em cada um, haverá um enfermeiro da Unilabs para administrar a vacina. Depois de inoculadas, as pessoas seguirão para uma zona de estacionamento, onde ficarão de recobro dentro do carro. Apesar de a estrutura estar montada, ainda não há data para o início da vacinação no Queimódromo.

De acordo com Rui Moreira, o teste piloto de vacinação no Queimódromo iria iniciar-se na próxima semana, com a inoculação de cerca de 3500 agentes da PSP. No entanto, na passada terça-feira, a operação foi cancelada.

"Na semana passada, fomos contactados pela PSP que nos pediu, inicialmente, um edifício onde pudessem ser administradas vacinas a cerca de 3500 dos seus agentes. Tínhamos apenas uma escola disponível, mas consideram que não reunia condições suficientes. Imediatamente falei com a Unilabs que se disponibilizou para que a vacinação se pudesse iniciar aqui já no dia 15 de fevereiro. Ontem, recebi uma chamada da senhora Comandante Distrital da PSP a dizer que tinha recebido ordens em sentido contrário", detalhou o autarca, sem conseguir adiantar um explicação para o sucedido.

O centro de vacinação "drive thru" terá a capacidade para duas mil pessoas por dia. No entanto, Rui Moreira admite triplicar capacidade de resposta com a abertura de mais dois espaços de inoculação: um no Palácio de Cristal e o outro na antiga estação de recolha da STCP, em S. Roque da Lameira.

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"Parece-nos que essa dispersão por três zonas da cidade é mais cómoda para as pessoas. Sendo que, no Palácio de Cristal, seria 'walk thru' e não 'drive thru'", frisou Rui Moreira.

O projeto conta com a parceria dos dois hospitais da cidade: o Hospital de S. João e o Hospital de Santo António, que irão assegurar a "consultoria e apoio na formação dos profissionais desta operação, garantindo que a mesma decorre dentro das melhores práticas clínicas, em linha com a experiência adquirida" durante a primeira fase de vacinação dos seus profissionais de saúde". Outro dos parceiros é a Unilabs, que ficará responsável pela "logística, operação, organização de fluxo e os técnicos de vacinação no espaço, aproveitando a experiência do rastreio neste tipo de centros, agora aplicados ao processo de vacinação".

"Haja vacinas e a cidade do Porto está preparada para incentivar a vacinação neste centro e em todos os que forem necessários desenvolver. Com três centros destes, conseguimos vacinar a população em menos de dois meses. E, obviamente, se outros municípios estiverem interessados, a Unilabs já me confirmou que disponibilizará os planos para que isto possa ser replicado", referiu Rui Moreira, convicto de que "vai haver vacinas".

"Há uma carência de vacinas disponíveis no mercado internacional e compreendemos que o Governo e a task force tem vindo a fazer todos os esforços, em conjunto com a União Europeia, no sentido de fazer um fluxo de vacinas que permita atingir os desígnios políticos que foram anunciados pelo Governo. O que não pode acontecer é chegarem as vacinas e nós não termos capacidade de vacinar e, por isso, estamos a antecipar e temos aqui um centro em que podemos começar a vacinar imediatamente", considerou.

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