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Mortes da legionela sobem para 14 e fonte continua por detetar

Mortes da legionela sobem para 14 e fonte continua por detetar

O Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doenças diz que o número de vítimas mortais do surto de legionela que afetou Matosinhos, Vila do Conde e Póvoa de Varzim subiu para 14.

Não há correspondência entre as análises feitas aos pacientes e as amostras até agora colhidas em torres de refrigeração. Quem o diz é o Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doenças (ECDC), que atualizou para 14 o número de mortos do surto de legionela que afetou os concelhos de Matosinhos, Vila do Conde e Póvoa de Varzim. O surto no Norte é, agora, o mais mortal de sempre registado em Portugal, mas, dois meses depois do primeiro caso, o Ministério da Saúde e Administração Regional de Saúde do Norte (ARS/Norte) continuam sem respostas.

Sem correspondência

"Até ao momento, não houve correspondência entre os genótipos de legionella pneumophila do serogrupo 1 recolhida em pacientes e fontes ambientes", afirma o ECDC, no último boletim semanal de vigilância epidemiológica.
O organismo europeu diz que, entre 29 de outubro e 16 de dezembro, o surto já fez 14 mortos nos três concelhos. A ARS/Norte - que, até agora, falava em 11 -, confirma os dados do ECDC. Este surto é, assim, mais mortal do que o registado em 2014, em Vila Franca de Xira, que vitimou 12 pessoas. Em Vila do Conde, Matosinhos e Póvoa de Varzim, 89 pessoas foram diagnosticadas com a doença do legionário. Tinham entre 46 e 97 anos. Neste momento, afirma a ARS/Norte, já não há internados.
O ECDC diz que a investigação epidemiológica continua, mas a fonte de contaminação "permanece desconhecida". A ARS/Norte diz apenas que ainda "não há conclusões" da investigação e não comenta o relatório da ECDC que diz não haver correspondência entre as amostras dos pacientes e as colhidas nas torres.

Torres encerradas

A 11 e 12 de dezembro, recorde-se, foram encerradas as torres da Ramirez e da Longa Vida. Numa análise mais "fina" só a da Longa Vida deu positivo para legionella pneumophila. A ARS/Norte diz que, desde que se desligou as torres, os casos deixaram de surgir. A Longa Vida continua à espera dos resultados das análises que confirmarão (ou não) a correlação entre a bactéria das torres e a encontrada nos doentes.v

Torres limpas

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O JN sabe que tempo que passou entre o primeiro caso e a ida das entidades de saúde para o terreno permitiram, a muitas empresas, limparem as torres de refrigeração. Assim, pode nunca se ficar a saber quem causou o surto.

MP investiga

A 11 de novembro, o Ministério Público (MP) anunciou a abertura de um inquérito "destinado a investigar as causas do surto". A investigação corre termos em Matosinhos.

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