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Centros de saúde atiram utentes para farmácias e privados

Centros de saúde atiram utentes para farmácias e privados

Reguladora monitoriza desde janeiro reclamações dos utentes relacionadas com constrangimentos nos telefones. Doentes procuram alternativa na farmácia, no privado e nas urgências.

"Perdidos", "abandonados", sem saber onde recorrer. A principal porta de entrada do Serviço Nacional de Saúde (SNS) mantém-se praticamente fechada para milhares de utentes. Por causa da pandemia, os centros de saúde continuam a exigir o agendamento de consultas, pedidos de receitas e outros atos por telefone e email, mas há centenas de queixas de falta de resposta. À Entidade Reguladora da Saúde chegaram 1237 reclamações, desde o início do ano até 18 de setembro, só sobre os constrangimentos no atendimento telefónico e na confirmação prévia dos agendamentos.

As queixas referem-se aos centros de saúde sobre a alçada das cinco administrações regionais de saúde, esclarece ainda a ERS em resposta ao JN. O que significa que são transversais a todo o país. O problema que há meses afeta os cuidados primários, e que já foi reconhecido pela tutela, está longe de estar resolvido. As prometidas duas mil centrais telefónicas, os 30 mil telefones fixos e outros 30 mil telemóveis para melhorar o atendimento à distância tardam a chegar e os utentes desesperam.

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