1.º de Maio

CGTP fala em "campanha" para evitar que trabalhadores protestem

CGTP fala em "campanha" para evitar que trabalhadores protestem

A CGTP considera que está em curso "uma campanha levada a cabo por quem ainda não desistiu de acertar contas com o 25 de Abril". Para a central sindical, o objetivo é evitar protestos dos trabalhadores no 1.º de maio.

Em comunicado divulgado este domingo, a CGTP argumenta que "se pretende impedir as comemorações da Revolução que devolveu aos trabalhadores e ao povo português a Liberdade, a Democracia e um vasto conjunto de valores e de direitos", aludindo às vozes que se levantam contra a cerimónia do próximo sábado na Assembleia da República.

De acordo com a Intersindical, a campanha estende-se às comemorações do 1.º de Maio, Dia do Trabalhador. No comunicado, lê-se que há uma tentativa de fazer com que "os trabalhadores não possam expressar a sua indignação face à situação que estão a viver, de brutal ataque ao emprego, aos salários, aos direitos consagrados na lei e na contratação coletiva".

Para a CGTP, este 1.º de maio "não é uma mera comemoração", mas sim "uma necessidade de trazer para a rua" a "denúncia do desemprego, dos cortes de salários, da incerteza no dia de amanhã, da destruição das vidas de tantos trabalhadores e da exigência da tomada de medidas".

Na rua, mas sem manifestações

A CGTP já fez saber que vai estar na rua durante o Dia do Trabalhador, mas garante que "não irá realizar as manifestações, concentrações e desfiles" habituais. O contacto com os trabalhadores garantirá "a proteção e o distanciamento sanitário, pois preocupamo-nos com a saúde dos trabalhadores e de toda a população".

O comunicado critica ainda os "falsos pretextos" que têm tentado impedir a comemoração dos 46 anos do 25 de abril no Parlamento. "No dia 25 de Abril às 15 horas cantaremos a Grândola e o Hino Nacional", conclui o documento.

A manutenção das comemorações do 25 de abril no Parlamento, recorde-se, originou uma petição anónima contra essa iniciativa - bem como uma mais recente, encabeçada por Manuel Alegre, que defende que a sessão solene ocorra.

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