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CGTP queixa-se de perseguição após celebração do 1.º de Maio na rua

CGTP queixa-se de perseguição após celebração do 1.º de Maio na rua

A CGTP-IN repudia as críticas de que tem sido alvo por ter celebrado o 1.º de Maio nas ruas e diz-se alvo de "exercício persecutório".

"A CGTP-IN repudia veementemente o exercício persecutório aos que ousam lutar usando o espaço público. Tal ação não é compatível com a democracia. Os direitos, nomeadamente os direitos coletivos dos trabalhadores, não estão suspensos e nas iniciativas realizadas foram garantidas todas as normas de proteção da saúde e distanciamento sanitário", lê-se num comunicado emitido este domingo pela central sindical.

Na posição enviada às redações, a CGTP defende que a campanha de que está a ser alvo também já tinha sido "tentada nas comemorações do 25 de Abril" e tem como "objetivo tentar impedir a luta e as ações em defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores não só no 1º de Maio mas também no futuro".

A CGTP, recorde-se, celebrou o Dia do Trabalhador em 24 cidades, incluindo Lisboa e Porto. À capital levou inclusivamente dirigentes e delegados, residentes em concelhos limítrofes, em cerca de dez autocarros. Os sindicalistas ficaram distribuídos pelo relvado da Alameda D. Afonso Henriques em lugares marcados a três metros de distância entre eles.

"Milhares de pessoas da CGTP e do PCP na rua a festejarem o 1.º de Maio em pleno Estado de Emergência é inaceitável, mas trazê-las de camioneta, quando hoje é proibido circular entre concelhos, é uma pouca vergonha", criticou o líder do PSD, Rui Rio, logo na sexta-feira na rede Twitter.

Também o presidente do CDS-PP criticou a comemoração na rede Facebook. "Quando os que mandam perdem o respeito, os que obedecem perdem a disciplina. Se o entrudo para o estado de calamidade é isto, então a calamidade é mesmo o estado a que isto chegou", escreveu Francisco Rodrigues dos Santos.

Uma das críticas que inflamou as redes sociais é que, ao contrário do Dia do Trabalhador, o 13 de Maio não podia ser celebrado pelos peregrinos em Fátima. A ministra da Saúde, Marta Temido, garantiu no entanto que essa pode ser "uma possibilidade" desde que essa seja uma opção da Igreja e as regras de distanciamento sejam cumpridas.

"O 1º de Maio foi um exemplo do exercício de um direito arduamente conquistado. Não só cumprimos todas as regras, como exigimos que estas sejam efetivadas para os que diariamente são confrontados com a insegurança de transportes públicos a abarrotar, locais de trabalho em que não se garante o distanciamento físico nem a provisão pelas entidades patronais dos EPI [equipamentos de proteção individual], a que se junta a pressão e chantagem, a imposição de diretrizes que violam direitos fundamentais, numa acentuação da exploração que combatemos e iremos continuar a combater", defende a CGTP no comunicado.

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