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Chega ataca bloco central para o Conselho de Estado

Chega ataca bloco central para o Conselho de Estado

André Ventura considerou esta terça-feira que, a confirmar-se a exclusão do Chega numa solução de bloco central para o Conselho de Estado, apenas com representantes oriundos do PS e do PSD, será uma prova de "falta de maturidade política e, sobretudo democrática".

Em causa está a lista para os representantes do Parlamento no órgão de consulta do presidente da República e a quebra da tradicional atribuição de lugares aos partidos que se seguem na votação das legislativas, neste caso o Chega, com 12 eleitos, e a Iniciativa Liberal, com oito. Além disso, ficariam também de fora, ao contrário do que tem sido consensualizado com os socialistas, os elementos do PCP e do Bloco de Esquerda, que tiveram menos votos do que aquelas duas forças de Direita.

"A confirmar-se a ausência do Chega do Conselho do Estado, trata-se de mais uma prova da cerca sanitária inadmissível que estão a colocar à volta do partido, mas em especial, à volta dos 400 mil portugueses que votaram no Chega, colocando-o como a terceira força política nacional. Será também um sinal de falta de maturidade política e, sobretudo, democrática", reagiu o partido de André Ventura ao JN.

Os nomes para o Conselho de Estado são consensualizados e votados pelos deputados, mas, desta vez, segundo noticiou o jornal "Público", não haverá lugares para os terceiros e quartos partidos mais votados, tal como na eleição dos "vices" do Parlamento. Os socialistas colocarão, deste modo, fim ao acordo com o BE e o PCP para a apresentação de uma lista conjunta para os três lugares a que tinham direito no Conselho de Estado.

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