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Chega desafia união da oposição para derrubar Costa mas PSD recusa

Chega desafia união da oposição para derrubar Costa mas PSD recusa

O líder do Chega desafiou, esta sexta-feira, toda a oposição a unir-se para derrubar o Governo de António Costa. Mas o PSD recusou e afastou-se do tipo de oposição feita pelo partido de André Ventura.

"Desafio-vos a todos a sermos capazes de construir uma maioria que derrubará António Costa", declarou o líder do Chega, André Ventura, ao subir ao palanque para encerrar o debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2023.

Para André Ventura, "este é o Governo mais fragilizado de todos de António Costa", devido aos "sucessivos casos suspeitos e ao compadrio". "Este é o ano do início da queda do Governo de António Costa", vaticinou.

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O PSD até concordou com a crítica aos "casos e casinhos".E sublinhou-a. "Este é um Governo enredado em casos sucessivos com contornos politicamente duvidosos, que põem em causa as instituições e minam a confiança dos portugueses", declarou o líder parlamentar do PSD, Joaquim Miranda Sarmento.

Os sociais-democratas recusaram, porém, aceitar o repto de André Ventura e separaram até as águas, embora tenham concordado que se trata de "um Governo sem rumo, em roda livre, sem capacidade política, sem estratégica", ou seja, "um Governo em fim de ciclo".

"A oposição a este Governo não se faz gritando, insultando, mentindo, procurando dividir os portugueses. Faz-se com os 97 deputados do PSD, com verdade, procurando as melhores soluções para a vida das pessoas", vincou Joaquim Miranda Sarmento.

Mas, para o líder parlamentar do PS, os sociais-democratas não são a solução. "A agenda dos casos e casinhos, o ir a reboque da extrema-direita, não transforma o PSD numa alternativa ao Governo socialista", assegurou Eurico Brilhante Dias, em alusão ao facto de, momentos antes, o líder parlamentar do PSD, Joaquim Miranda Sarmento, ter declarado: "É um Governo paralisado por casos e casinhos, por escândalos que atingem a autoridade direta do primeiro-ministro. Passaram oito meses mas parece que passaram oito anos".

"O maior partido da oposição está vazio de propostas. Não se reconhece uma estratégia que ultrapasse a política dos casos e casinhos. Apenas há calculismo e ambição pelo poder", reforçou o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, ao encerrar o debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2023, representando o Governo.

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