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Chega e IL são de Direita mas há uma TAP que os separa

Chega e IL são de Direita mas há uma TAP que os separa

André Ventura e João Cotrim de Figueiredo tratam-se por tu, mas estão longe de ser amigos políticos. Há muitos temas que separam os dois partidos que apenas têm em comum a defesa de valores liberais no capítulo económico e fiscal.

O debate deste domingo foi tenso, pleno de acusações e com uma TAP a separá-los. "O Chega não é confiável, diz tudo e o seu contrário um dia depois. A estratégia do Chega de crescimento rápido falhou", atirou Cotrim de Figueiredo, perante a perda de fôlego do Chega nas sondagens e do "ziguezague" no dossiê da TAP, em que chegou a votar três vezes diferentes no Parlamento, primeiro pela privatização e agora por um modelo que assegure rotas estratégicas.


"A Iniciativa Liberal não quer saber de Portugal, só quer saber de lucro", respondeu Ventura, para depois criticar o programa da IL na liberalização das drogas leves e na defesa do pagamento do Ensino Superior (entretanto retirada do programa liberal). Na resposta, o líder da IL pegou nos dois programas, o do Chega medido em nove páginas, o da IL medido em muitos megabites: "Já vi trabalhos do ensino secundário com mais densidade". A seguir acusou o partido de Ventura de dividir os portugueses "em caixinhas consoante a sua etnia e nacionalidade", atirando que o Chega "é populista" e "extremista".

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O adversário, mais crispado que o habitual, contrapôs que os apoiantes da IL "são os betos do príncipe real, são cool, são ali uns modernaços", acusando Cotrim de Figueiredo de votar contra medidas anticorrupção por querer "um país de bandalheira". Reiterou, novamente, a posição contra o atual modelo de RSI que também é "uma bandalheira total". Sobre este assunto, Cotrim de Figueiredo mostrou um gráfico em que concluiu que "precisávamos de pagar 220 anos de apoios às pessoas de etnia cigana para gastar o mesmo dinheiro" que na TAP.

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