Autarquia

Chega fica sem três vereadores em seis meses

Chega fica sem três vereadores em seis meses

Em seis meses, o Chega perdeu três dos 19 vereadores que conquistou nas eleições autárquicas de 26 de setembro. Todos abandonaram o partido em rota de colisão com a Direção de André Ventura, que acusam de não praticar o que apregoa. Os três foram eleitos em três concelhos de Setúbal, distrito onde o Chega ficou, assim, sem qualquer vereador.

Primeiro, foi o vereador eleito em Sesimbra, Márcio de Sousa Oliveira, que tornou-se independente para assumir o pelouro da Proteção Civil num executivo da CDU. André Ventura acabou por lhe retirar a confiança política, mas o vereador já se tinha desfiliado.

A Direção do Chega também retirou a confiança política ao vereador do Seixal, Henrique Freire, que viabilizou o orçamento de outro Executivo comunista. Para Ventura, os dois cederam a "interesses obscuros" ao fazerem "acordos com partidos do sistema". Henrique Freire acabou por pedir a desvinculação do partido, mais dois deputados municipais e dois eleitos em assembleias de Freguesia. Ao sair, acusou Ventura de não fazer o que apregoa e de tentar condicionar o seu voto.

Agora foram seis eleitos na Moita:o vereador Ivo Pedaço, dois deputados municipais e dois eleitos em assembleia de Freguesias bateram com a porta.

"O primeiro ponto que despoletou esta decisão prende-se com a tentativa de influência do voto favorável do vereador, perante interesses pessoais e financeiros de um membro da Distrital de Setúbal", diz Ivo Pedaço, em comunicado.

O Chega ficou assim, sem vereadores no distrito de Setúbal e passou a ter 16 em todo o país. Hoje, o partido reúne-se, em Lisboa, na primeira convenção autárquica após as eleições em que o Chega elegeu 19 vereadores, 171 deputados municipais e 205 vogais de assembleia de Freguesia.

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