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Chega já vale quatro vezes mais e ultrapassa o CDS e o PAN

Chega já vale quatro vezes mais e ultrapassa o CDS e o PAN

Se houvesse hoje eleições, o PCP e a Iniciativa Liberal também subiam. PS e BE estão a descer, PSD está na mesma, diz uma sondagem do "Expresso".

Quatro meses após as eleições legislativas de 2019, uma nova sondagem do ISCTE e ICS quadruplica as intenções de voto no partido de extrema-direita Chega. Em outubro conseguiu o voto de 67 826 pessoas (1,29%), mas esta nova sondagem dá-lhe agora 6%, e coloca-o como a quinta força política do país, acima do CDS.

A ascensão do partido de André Ventura é o dado mais saliente do estudo de opinião do "Expresso", divulgado este sábado.

O outro partido a subir é o PCP: em outubro, os comunistas somaram 6,3% de votos, mas, em caso de haver hoje eleições, teriam mais 2%, chegando aos 8%.

O outro único partido dos nove com assento parlamentar a subir nesta sondagem é a Iniciativa Liberal: teve 1,29% nas últimas eleições; teria 2% se fosse hoje.

PS e BE perdem votos
O PS, partido no Governo, venceu as legislativas de 2019 com 36,4%; esta sondagem diz que os socialistas perderam 3 pontos percentuais e ficariam pelos 33%.

Também o Bloco de Esquerda, terceira maior força política atual, perderia eleitores se houvesse eleições antecipadas e teria menos 0,5%, passando dos 9,5% de 2019 para os 9% desta sondagem.

PSD e CDS não mexem
Inamovível: é este o estado do PSD de Rui Rio. O Partido Social Democrata, o segundo mais votado em 2019, com 27,7%, mantém o mesmo valor relativo (28%). Mas beneficia da descida do PS: hoje, a diferença entre socialistas e social-democratas seria de apenas 5%, e não de 8% como se verificou no último ato eleitoral.

Sem mexer está também o CDS: teve 4,2% nas últimas eleições, quando era ainda liderado por Assunção Cristas; mantém esses mesmos 4% na sondagem hoje revelada. A captação dos resultados foi anterior à eleição do novo presidente do partido, que é agora Francisco Rodrigues dos Santos.

Sem variação de maior está também o PAN: o partido Pessoas, Animais, Natureza foi votado por 3,3% dos portugueses em Outubro; hoje seriam os mesmos 3% a escolhê-lo.

O Livre, que elegeu Joacine Katar Moreira para o Parlamento, teve 1,09% de votos em outubro do ano passado e mantém hoje esse mesmíssimo número de votantes (1%).

Líderes: Rio sobe, Joacine afunda
Na popularidade dos líderes de partidos com assento parlamentar, há mexidas da esquerda à direita. O mais popular continua a ser António Costa (PS), que mantém a liderança com 5,6 pontos em 10 possíveis. É o único político com média positiva. Em segundo lugar está Catarina Martins (BE), com 4,6.

O terceiro líder partidário em popularidade é Rui Rio (PSD). Mantém o posto mas regista a maior subida entre todos os líderes: salta de 3,6 para 4,4.

Do lado oposto, quem mais perde é Joacine Katar Moreira (era do Livre mas perdeu a confiança política do partido e agora é deputada independente), que possui a pior média de todos: apenas 2,1 pontos em 10 possíveis.

Retomando a tabela: em quarto lugar está Jerónimo de Sousa (PCP), com 4,3. E em quinto lugar fica André Silva (PAN), com 3,3.

André Ventura (Chega) ocupa a sexta posição entre os oito líderes, com 3,2. É seguido por João Cotrim Figueiredo (Iniciativa Liberal), com 2,7.

O líder do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, recentemente eleito, não possui ainda avaliação.

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