O Jogo ao Vivo

Congresso

Chega quer 15% nas legislativas para integrar Governo

Chega quer 15% nas legislativas para integrar Governo

André Ventura quer arrecadar uma margem forte o suficiente para ser "indispensável" ao Governo e prepara luta caso o partido seja considerado ilegal.

Na moção que apresenta, este sábado, no III congresso do partido, em Coimbra, o líder do Chega traça uma meta clara: quer alcançar "10 - 15% dos votos" nas próximas legislativas, para se tornar "indispensável à formação e viabilização de qualquer Governo". Em 2019, o partido obteve 67.502 votos, 1,29% do total.

Ventura diz, ainda, que o Chega não deve "abdicar da participação ministerial num governo eventualmente liderado pelo PSD", mas adianta que uma "solução de mero apoio parlamentar será para o partido ainda mais nociva do que a situação atual".

Segundo Ventura, "apenas uma negociação clara, efetiva e transparente, com possibilidade e autonomia para a concretização de algumas das nossas grandes bandeiras, levará à viabilização parlamentar de um governo de direita".

Se assim não for, afiança, "a nossa atitude não deverá ser diferente daquela que temos, atualmente, com o Governo socialista", já que não há "garantias" de que uma governação social -democrata (mesmo com centristas e liberais) será substancialmente diferente daquela que atualmente é conduzida pelo primeiro-ministro António Costa".

Recusa moderação

O presidente do Chega recusa o caminho de "moderação ou de menor intensidade de ação, quer devido aos clamores dos restantes partidos de direita, quer devido a um eventual receio de ilegalização". "Devemos deixar claro ao país que não aceitaremos uma decisão judicial de ilegalização do partido e que isso representará a definitiva "venezuelização" do regime político português.

PUB

Recorde-se que Ana Gomes entregou, no Tribunal Constitucional, um pedido de ilegalização do partido, acusando-o de ser fascista, o que justificaria a sua extinção.

O congresso servirá, pois, para "definir os termos e os modos de luta e resistência caso o sistema remeta o partido para a ilegalidade e para a clandestinidade".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG