Emergência

Chega quer plano do Estado para "cobrir as perdas" das empresas

Chega quer plano do Estado para "cobrir as perdas" das empresas

O líder do Chega disse que o partido vai "aguardar" até conhecer os "detalhes" do decreto do estado de emergência para se pronunciar sobre o tema. No entanto, André Ventura pediu que o Governo desenvolva um plano para "cobrir as perdas" das empresas caso opte por essa via.

"Se, numa primeira fase, pedimos às empresas que mantivessem os postos de trabalho apesar das restrições, desta vez já não vamos poder pedir a mesma coisa.", disse esta segunda-feira o líder do partido de extrema-direita, à saída de uma reunião com o presidente da República, em Belém.

"O Estado vai ter de avançar com um plano - como está a ser feito na Alemanha e noutros países - para cobrir as perdas destes setores. Caso contrário, o que vamos ter em Portugal é uma verdadeira tragédia, com falências atrás de falências", vincou Ventura.

O deputado único do Chega quer esperar para aferir qual deve ser a dimensão desses apoios estatais, considerando que estes poderão ter de chegar a 50%, 60% ou mesmo 70% das perdas das empresas particulares.

André Ventura não se opôs explicitamente à imposição do estado de emergência, mas sublinhou que este não pode implicar um "confinamento total" como em março ou abril. Quanto à possibilidade de um recolher obrigatório, sustentou que este, "por si só, não resolve o problema".

O presidente da República continua, esta segunda-feira, a ouvir os partidos sobre a possibilidade da imposição do estado de emergência.

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