Racismo

"Chicão" critica "grupelhos" com agenda xenófoba e violenta

"Chicão" critica "grupelhos" com agenda xenófoba e violenta

Francisco Rodrigues dos Santos apelou à PJ que "rapidamente" apanhe quem ameaçou as três deputadas, ativistas e sindicalistas. O líder do CDS alerta para "grupelhos de extrema-direita" cujos "discursos bárbaros" têm sido aproveitados por alguns partidos.

Num post no Facebook, Francisco Rodrigues dos Santos apelou a que "quem tão covardemente ameaça e atenta contra a dignidade de qualquer pessoa - portugueses anónimos, deputados ou dirigentes associativos - seja rapidamente apanhado pela Polícia Judiciária e levado à justiça".

Segundo "Chicão", as cenas de sábado, em frente à sede do SOS Racismo e as ameaças à integridade física de três deputadas e sete ativistas antirracistas, LGBTI+ e sindicalistas, partem de "grupelhos de extrema-direita - alimentados pelo discurso radical de sinal contrário dos movimentos de extrema-esquerda - com as suas agendas racistas, xenófobas e violentas". Para os centristas, estes episódios "não podem ser tolerados em Portugal".

"Uns e outros, que instrumentalizam estes fenómenos para sua afirmação, apesar de representarem uma franja ultra-minoritária da nossa sociedade, devem ser corajosamente reprimidos e censurados", aponta o presidente do CDS, para quem "nos últimos tempos alguns partidos têm, infelizmente, insistido em normalizar e acomodar discursos bárbaros, e investido numa guerrilha extremista no seio da nossa vida política e comunitária". "O resultado está à vista", conclui.

Defendendo que o CDS é "a verdadeira direita dos valores", numa clara crítica ao Chega, o dirigente começa por também atribuir responsabilidades à Esquerda: "ao contrário de quem constantemente despreza politicamente e incita ao ódio contra as nossas forças de segurança, e que hoje reconhece a sua importância, o CDS, como qualquer cidadão sensato, percebe que as polícias cumprem exemplarmente o seu dever de assegurar a nossa Liberdade e proteção". "É nelas que, em situações como esta, reside a esperança de que os criminosos serão detidos e que pagarão pelos seus actos", salienta.

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