Coronavírus

Chineses com vistos gold emprestam casas para quarentenas voluntárias

Chineses com vistos gold emprestam casas para quarentenas voluntárias

Comunidade de 35 mil pessoas está a organizar-se para cumprir os 14 dias de isolamento para quem tenha voltado recentemente da China.

A Liga dos Chineses em Portugal está a pedir, desde o início do mês, aos chineses que regressam da China que fiquem isolados, por precaução, numa espécie de quarentena. A notícia é avançada pela TSF.

A operação decorre de forma informal nos centro de apoio à comunidade -- serão cerca de 35 mil os chineses a viver atualmente no nosso país -- estão a ser organizados pelas associações de imigrantes em ligação direta com o governo chinês.

Já foram encontradas várias casas, sobretudo na área de Lisboa, situadas em imóveis comprados através dos vistos gold, com condições para os chineses que tenham regressado da terra mãe possam cumprir os 14 dias de isolamento, tempo considerado necessário para a despistagem do Coronavírus.

Casas grandes disponíveis​​

O presidente da Liga dos Chineses em Portugal, Y Ping Chow, explicou à TSF que, até agora, conseguiram o empréstimo de várias casas grandes com capacidade para cerca de cinquenta pessoas. São, justamente, casas que estavam vazias e foram comprados ao abrigo do programa de investimento com benefícios fiscais para estrangeiros com este tipo de autorização especial de residência.

Y Ping Chow diz que as casas que já estão a ser usadas estão cheias, mas que há cada vez mais chineses a chegar a Portugal, regressados dos festejos do ano novo chinês.

Aquele responsável revela, entretanto, a necessidade imediata de encontrar um imóvel em Coimbra que receba os estudantes chineses que estão agora a iniciar o segundo semestre de aulas na universidade.

A Liga relata à TSF ter "bastantes" ofertas em carteira de proprietários com visto gold, bastando à comunidade comprar camas ou alguma mobília básica. Y Ping Chow acrescenta que, nos casos que conhece, todos os chineses aceitam voluntariamente participar na quarentena.

Logística solidária

A forma de cumprir a quarentena de 14 dias envolve alguma complexidade logística, devido à necessidade de isolamento. Na zona de Lisboa, por exemplo, a comida, está a ser levada por compatriotas dos restaurantes das imediações que deixam três refeições diárias à porta das casas. Depois, "além das refeições, é preciso lavar as roupas" e há também já lavandarias detidas por chineses que ajudam na logística.

Em todo o mundo, já morreram 1486 pessoas infetadas desde o início do surto. Há ainda, globalmente, 64.435 pessoas contaminadas debaixo de vigilância direta.

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