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Chumbos nas escolas portuguesas atingem valores "mais baixos de sempre"

Chumbos nas escolas portuguesas atingem valores "mais baixos de sempre"

O relatório "Perfil do Aluno 2019/2020", publicado esta sexta-feira, revela que os estudantes portugueses estão a chumbar cada vez menos. A taxa de retenção e desistência caiu para 2,2% no Ensino Básico e para 8,4% no Secundário. A escolarização encontra-se acima dos 90% entre o pré-escolar e o 3.º ciclo, baixando para 83,8% no Secundário.

O documento, compilado pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), dá conta de uma quebra geral da taxa de retenção.

Numa nota enviada às redações, o ministério da Educação congratulou-se pelo facto de estes números serem "os mais baixos de sempre". O ministério considera que este fenómeno é "consequência do esforço das escolas na promoção do sucesso escolar".

No Ensino Básico, a taxa de retenção desceu de 3,7%, em 2018/19, para os atuais 2,2%. Em 2008/09 - o primeiro ano letivo disponibilizado no estudo -, estava nos 7,6%. O pior ano foi 2012/13, com 10,2%.

A descida verificou-se em todos os ciclos que compõem o Básico. No 1.º ciclo, a taxa baixou dos 2% em 2018/19 para 1,4% em 2019/2020. Em 2008/09 estava nos 3,4%, tendo atingido os 4,8% em 2013/14.

No 2.º ciclo, a taxa atual está nos 2,4%. Em 2018/19 andava nos 7,5%, com 2012/13 a revelar-se o pior ano (12,4%). Já no terceiro ciclo, a percentagem desceu dos 5,6% em 2018/19 para os atuais 3%. Também aqui o pior ano foi 2012/13, com uma taxa de retenção de 15,7%.

No que respeita ao Ensino Secundário, a taxa baixou 4,5% entre 2018/19 e 2019/20, de 12,9% para 8,4%. O número de 2008/09 atingia os 18,7% e no pior ano, em 2010/11, chegou mesmo aos 20,5%.

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Rapazes chumbam mais do que raparigas

O "Perfil do Aluno" também analisa a taxa de retenção com base nos sexos. No continente, que apresenta uma média de 2,2%, cerca de 2,5% dos rapazes chumbam o ano, percentagem que cai para 1,8% nas raparigas. Estas registam, de resto, uma percentagem de retenção menor do que os rapazes em todas as regiões continentais.

Os rapazes chumbam mais no Alentejo (3,8%) e menos no Norte (1,4%). As maiores taxas de reprovação das raparigas registam-se na Área Metropolitana de Lisboa (AML) e no Alentejo (ambas 2,7%) e a menor no Norte (1%). O Alentejo, com 3,3%, é a região com a taxa de retenção mais elevada.

No Secundário, eles também chumbam sempre mais do que elas. O pior registo masculino ocorre no Algarve (13%) e o melhor no Norte (7,9%). Já no caso feminino, esses valores encontram-se, respectivamente, na AML (9,8%) e no Norte (5%).

Quanto às diferenças por tipo de estabelecimento de ensino, constata-se que a grande maioria dos chumbos no Básico ocorre em escolas públicas. A média das regiões do continente demonstra que a taxa de retenção é de 2,4% nas instituições do Estado e de apenas 0,6% nas privadas. No secundário, os valores passam, respectivamente, para 9,1% e 5,9%.

Número de alunos a descer

No ano letivo em análise, o número de estudantes a concluir os ensinos Básico e Secundário aumentou face ao anterior, passando de 204.446 para 215.914. No entanto, há uma diminuição evidente face a 2008/09, quando esse número quase atingia os 326 mil. Do total de conclusões de níveis de ensino em 2019/20, 110.758 dizem respeito ao Ensino Básico e 105.156 ao Secundário.

A taxa de escolarização subiu em todos os escalões. No pré-escolar passou de 92% para 92,7% (em 2008/09 estava nos 82,2%) e, no 1.º ciclo, aumentou de 95,8% para 97,2% (100% há 12 anos).

Quanto ao 2.º ciclo, a percentagem está, agora, nos 90,8%, melhorando os 89,6% do ano anterior (95% em 2008/09). No 3.º ciclo atingiu-se os 91,5%, face aos 89,8% de 2018/19 (12 anos antes andava pelos 87,7%).

Por último, no Secundário, a percentagem está, hoje, nos 83,8%, número superior aos 82,4% de 2018/19. Em 2008/09 eram apenas 68,5%, o que levou o ministério da Educação a sublinhar a "subida de 12%" desde esse período e a atribuir a melhoria ao "esforço de Portugal na qualificação dos jovens".

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