Medicina

Chumbos no Internato Médico de Saúde Pública causam descontentamento

Chumbos no Internato Médico de Saúde Pública causam descontentamento

Dos 12 candidatos inscritos para a segunda época das provas finais do Internato Médico em Saúde Pública, três desistiram e cinco chumbaram. Apenas quatro vagas foram preenchidas. Convocatória tardia para o exame e falta de tempo para os internos se preparem, devido ao trabalho de combate à pandemia, poderão justificar os resultados negativos.

É uma situação da qual não há memória, pelo menos, nos últimos anos. Entre os 12 candidatos à segunda época das provas finais do Internato Médico em Saúde Pública, em setembro do ano passado, apenas quatro passaram. Três desistiram e cinco chumbaram. A informação é avançada pelo Diário de Notícias que dá ainda conta de que, descontente com os resultados, uma das candidatas terá decidido avançar com uma ação judicial para reverter a situação.

Sem conseguir detalhar números, ao JN, o presidente da Associação Portuguesa dos Médicos de Saúde Pública admitiu que alguns colegas internos já fizeram chegar o seu descontentamento à associação. Ainda assim, não conseguiu confirmar que uma das candidatas tenha avançado com uma ação judicial para impugnar o resultado negativo. Para Ricardo Mexia há dois fatores que podem ter contribuído para os resultados: a convocatória tardia dos internos para o exame e falta de tempo para se preparem.

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"É evidente que há aqui uma componente da pandemia que é inultrapassável. Terá tido impacto nos colegas em concluir os estágios porque, por um lado, estavam afetos ao combate à pandemia. Depois, terá tido também a ver com o tempo para preparar este exame que praticamente não existiu. Quer porque as pessoas estavam envolvidas no combate à pandemia, quer porque foi convocado em cima da hora", explicou o presidente da Associação Portuguesa dos Médicos de Saúde Pública.

Com a falta de profissionais nas equipas de Saúde Pública, os médicos internos foram "um ativo valioso". "Tiveram um papel muito importante no combate pandémico, na medida em que estiveram no trabalho duro que foi a realização da vigilância epidemiológica ao longo destes meses. Não pode é o percurso deles ser completamente prejudicado à custa desta resposta. Tem de haver um equilíbrio", defendeu Ricardo Mexia.

De acordo com o responsável, os exames do Internato Médico de Saúde Pública seguem "todas as regras que se aplicam às provas públicas", podendo haver reclamações e revisões de prova. Segundo o Diário de Notícias, a primeira época de exames teve 24 candidatos. As provas decorreram em junho, já com um atraso de três meses em relação às datas habituais, que normalmente se realizam entre os meses de março e abril.

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