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Cidades do Interior resistem à debandada da população dos bairros dos castelos

Cidades do Interior resistem à debandada da população dos bairros dos castelos

Enquanto em Lisboa os residentes têm vindo a ser empurrados pelo alojamento local para fora dos bairros à volta do Castelo de São Jorge, noutras cidades, sobretudo no Interior, a debandada não é tão evidente. Em Lamego ainda há quem viva paredes meias com a torre de menagem, em Chaves há casas habitadas em que uma das paredes é parte da muralha e em Bragança a cidadela do castelo mantém o convívio entre residentes e atividades ligadas ao turismo.

Margarida Valla, presidente da Direção da Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos, refere que a abertura de pequenas unidades de alojamento local direcionadas para turistas "é um fenómeno que está a acontecer em todo o lado". A parte negativa, sublinha, é que "os moradores faziam parte da cultura dos bairros e começam a não existir".

No fundo, acentua Margarida Valla, é a pressão turística a "destruir a identidade desses locais", que eram "arrabaldes medievais cheios de história". É como se estivessem a ser criadas "periferias nos centros históricos das cidades", observa.

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