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Cinco carrinhas a vacinar na região Norte

Cinco carrinhas a vacinar na região Norte

Viaturas cedidas pela Gulbenkian estarão na entrada para a semana. Podem chegar a 100 mil pessoas, designadamente a acamados.

Levar as vacinas contra a covid-19 a aldeias onde os habitantes que restam já têm idade demasiado avançada para deslocações, estão acamados ou não têm acesso a qualquer transporte. É para responder a este desafio que, a partir da próxima semana, haverá cinco carrinhas cedidas pela Fundação Calouste Gulbenkian a percorrer montes e vales do Norte do país, ao encontro dos mais vulneráveis.

O projeto foi apresentado, esta quarta-feira, nas instalações da Fundação Gulbenkian, em Lisboa. Estas são as primeiras cinco de um total de 50 carrinhas cedidas pela instituição para "o acesso, por exemplo, a pessoas acamadas, em zonas de menor densidade populacional ou mais remotas do país", explicou o secretário de Estado, Diogo Serras Lopes.

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Carlos Nunes, presidente da ARS Norte, adiantou que na região há cerca de 25 mil pessoas acamadas. Foi por isso esta a zona escolhida para avançar com o projeto-piloto da vacinação porta a porta.

As cinco viaturas seguem esta quinta-feira para o Norte do país, onde serão equipadas, de forma a estarem prontas a fazerem-se à estrada "o mais rápido possível", conforme disse Carlos Nunes ao JN, apontando o arranque da operação para o início da próxima semana.

E será o Norte profundo a receber estas carrinhas, "verdes como a cor da esperança", observa o responsável. Mais concretamente, as batas brancas vão andar por cinco áreas: Gerês-Cabreira, Alto Tâmega e Barroso, Marão e Douro Norte, Douro Sul e Feira-Arouca.

O modelo prevê a vacinação em casa dos utentes ou no interior das próprias carrinhas para aqueles que não têm ainda tantas limitações de mobilidade. Ao todo, prevê-se que possa chegar às 100 mil inoculações.

Quando o país tenta imunizar o mais rapidamente toda a população contra a covid-19, o coordenador da task force para a vacinação, vice-almirante Gouveia e Melo, sublinha que estas carrinhas vão chegar "aos que fugiriam à organização massiva porque estariam acamados ou isolados".

A presidente da Gulbenkian, Isabel Mota, diz que esta parceria aponta ao lema da Fundação: "Estar ao pé dos mais vulneráveis".

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