Saúde

Cinco casos de sarampo confirmados em Portugal

Cinco casos de sarampo confirmados em Portugal

Portugal regista desde o início do ano cinco casos de sarampo, estando a sua origem a ser investigada. A Direção-Geral da Saúde assume "grande preocupação".

De acordo com Teresa Fernandes, da Direção de Serviços de Prevenção da Doença e Promoção da Saúde da Direção-Geral da Saúde (DGS), um dos casos situa-se no norte e quatro no Algarve, estes últimos detetados no mês de março.

A mesma fonte adiantou que um dos casos teve origem na Venezuela, estando a origem dos outros ainda a ser investigada.

A evolução dos doentes, maioritariamente crianças, está a ser positivo, tendo sido vacinadas assim como os seus contactos diretos.

Teresa Fernandes reiterou a necessidade das crianças e adultos serem vacinados nos prazos previstos do Plano Nacional de Vacinação. "Não deve haver atrasos na vacinação. A primeira dose é aos 12 meses e tem de ser administrada aos 12 meses. A segunda dose é aos cinco anos e é aos cinco anos que deve ser administrada", afirmou.

DGS com "grande preocupação"

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O diretor-geral da Saúde, Francisco George, disse que existe "uma grande preocupação" com os cinco casos de sarampo registados em Portugal, porque a doença estava eliminada do país "devido a um programa eficaz" de vacinação.

"Estamos realmente preocupados, porque o sarampo estava eliminado e tínhamos sido, até aqui, um país livre da doença, devido ao programa de vacinação", disse à agência Lusa Francisco George, em Albufeira, onde participa num encontro promovido pelo Rotary local.

Francisco George referiu que Portugal estava avisado para o surgimento de eventuais casos de sarampo, "depois de a Organização Mundial da Saúde ter comunicado que havia esse risco, quando identificou bolsas importantes da população que não vacinavam os seus filhos".

Segundo o diretor-geral da Saúde, a vacina é para ser administrada aos 12 meses de idade, com um reforço aos cinco anos. "O nosso apelo é para que todas as crianças destas idades tenham a vacina em dia e que os pais e mães não deixem de vacinar as crianças, porque não podem dispor do destino da saúde dos seus filhos, as crianças não podem ter a sua saúde exposta a riscos, porque não têm poder de decisão", destacou.

Francisco George alertou ainda para o perigo que o sarampo representa, "sendo uma das infeções virais mais contagiosas, cuja transmissão é feita à distância, por via aérea através de gotículas ou aerossóis".

E descreveu os sintomas: "a expressão cutânea, uma vermelhidão [as manchas vermelhas] que designamos por exantema, são manchas que acompanham um quadro respiratório catarral, o muco nasal, expetoração e outros sintomas como os olhos pegados".

"A vacinação do sarampo começou há cerca de 35 anos e, portanto, são poucos os médicos que conhecem o sarampo. É, por isso, que estamos preocupados. Estamos a falar de uma doença que tinha um diagnóstico fácil quando era frequente", concluiu.

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