Educação

Cinco mil assinam petição contra aborto na matéria do 5.º ano

Cinco mil assinam petição contra aborto na matéria do 5.º ano

Uma petição lançada na semana passada contra a inclusão do tema do aborto nos currículos do 5º ano está a recolher assinaturas na internet e já conta com mais de 5100 subscritores.

Chama-se "Aborto como educação sexual em Portugal? Diga não" e é dirija à Direção-Geral de Educação (DGE).

A petição lançada na semana passada contra a inclusão do tema do aborto nos currículos dos alunos do 5º ano - preconizada num documento orientador da DGE às escolas e revelado em primeira mão pelo JN - está a recolher assinaturas na internet e, esta quarta-feira à tarde, já conta com mais de 5100 subscritores.

O objetivo, segundo um dos promotores da iniciativa criada pela "CitizenGO", uma ONG internacional de inspiração católica, é chegar às 10 mil assinaturas. Quatro mil bastariam para levar a petição à Assembleia da República, mas Manuel Matias acredita que "10 mil assinaturas darão mais força à iniciativa".

Assim que a meta for atingida, a petição será entregue no Parlamento e, antes disso, os autores querem iniciar contactos com deputados "de vários partidos" no sentido de apresentarem argumentos contra o documento da DGE.

"Não nos parece que seja uma idade apropriada para abordar um tema como o aborto e, além disso, trata-se de retirar liberdade às famílias, incutindo em todas as crianças uma ideologia de género imposta pelo Estado", explica Manuel Matias, que admite não ser contra a inclusão do tema nas escolas, "desde que em idades mais avançadas e dentro de uma formação ética e com valores".

Manuel Matias é responsável pelo partido Cidadania e Democracia Cristã, mas garante que a petição é "apartidária" e não tem qualquer relação com o partido.

"É um verdadeiro absurdo ensinar crianças que é legítimo e justo matar bebés no ventre materno.", lê-se na apresentação da petição publicado online no site da ONG "CitizenGO". "Não se vislumbra outra intenção senão a de doutrinar desde a infância, numa ação equivalente às dos regimes totalitários", continua o texto.