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Civismo deixa estradas quase desertas e transportes a meio gás

Civismo deixa estradas quase desertas e transportes a meio gás

GNR e PSP fiscalizaram condutores, mas poucos tentaram passar de concelho.

Com um coçado bilhete de identidade na mão, o homem insistia com os agentes da PSP que tinha de ir ver a mãe a Gaia. "Isto não pode ser! Ela tem 90 anos, tenho de ir vê-la! Que porcaria de país este!", exclamava, alto, a quem o queria ouvir na vazia estação do metro de São Bento, no Porto. O homem tentava a todo o custo aproximar-se da composição.

"Mantenha a distância", ordenou o agente da PSP, enquanto o convencia de que não podia ir a Gaia, morando ele no Porto. E lá deu meia volta, embora não calando a revolta: "Isto é um país de m...".

Na estação, quatro agentes entravam em todas as composições com destino a Gaia (igual dispositivo estava do outro lado da ponte), impedindo a transição entre concelhos.

"Estamos aqui desde as 8 horas, mas não tem havido muitos casos destes. O movimento, por ser feriado, é muito reduzido. A maior parte das pessoas vem ou vai trabalhar e possui declaração da entidade patronal. Devemos referir que na declaração deve constar a residência do trabalhador", salientou um dos agentes da PSP ao JN.

Condutores cumprem

Na Avenida do Engenheiro Duarte Pacheco, na rotunda à saída da A4 (outro local de confluência entre os concelhos da Maia, Valongo e Gondomar), eram fiscalizados os condutores que ali passavam.

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Nenhum foi obrigado a inverter a marcha. O mesmo é dizer que nenhum tentou "furar" o bloqueio.

"Hoje [ontem] há pouco trânsito e todos os condutores que aqui controlámos ou estavam a trabalhar ou iam para casa. Notamos um grande civismo. Ao início da manhã fiscalizámos 200 condutores na Zona Industrial da Maia e não houve incumprimentos", sublinhou um agente da PSP.

Compras e Euromilhões

Nesta "Páscoa em Casa" - nome da operação que decorre até segunda-feira - a GNR instalou um posto de fiscalização nas Vendas de Grijó, em Gaia, mesmo à face de uma outrora movimentada Nacional 1.

"Começámos em Gondomar e até ao final da manhã não registámos uma única desobediência. Hoje, por ser feriado e com as restrições à circulação, há menos trânsito. Boa parte dos condutores que fiscalizámos ia às compras ou registar o Euromilhões", revelou ao JN o capitão Luís Paulino, da GNR do Porto.

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