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CNS apela a maior articulação de privados na saúde

CNS apela a maior articulação de privados na saúde

A Convenção Nacional da Saúde (CNS) divulgou o caderno de encargos para a próxima legislatura (2022/2026) com aquelas que considera ser as principais preocupações dos portugueses relativamente à saúde.

A CNS recomenda a criação de "uma entidade independente com competências técnicas para avaliar o combate à pandemia em  Portugal", pode ler-se no documento enviado às redações, e quer uma maior articulação dos privados na saúde.

Segundo a Convenção Nacional da Saúde o próximo Governo deveria criar esta entidade para "avaliar o impacto das medidas tomadas para controlar a pandemia, as consequências para o acesso dos cidadãos aos cuidados de saúde, o grau de prontidão do sistema para responder às necessidades da população e o acompanhamento previsto para cidadãos que estiveram infetados ou que ainda apresentem sequelas da infeção pelo vírus".

No caderno de encargos da CNS constam aspetos afetos ao SNS que têm estado no cimo das preocupações da "campanha eleitoral" e "debates".

A Convenção considera que o SNS precisa de reforçar a articulação com os diversos agentes do Sistema de Saúde (público, privado e social) de forma a dar respostas às necessidades acrescidas que a pandemia provocou: "O sistema nacional de saúde deve envolver o esforço dos sectores público, privado e social", conclui.

É também urgente recuperar as listas de espera. Para isso deve ser lançado um "Plano Extraordinário de recuperação das listas de espera". Durante a pandemia várias consultas, cirurgias e meios complementares de diagnósticos ficaram atrasados, é importante que "se quebre o ciclo de atraso", diz a CNS. "Portugal deveria assumir o compromisso/objetivo de fazer um esforço extraordinário para que, até ao final de 2022, se recuperasse toda a atividade suspensa ou adiada até este momento".

PRR deve promover transformação

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O "acesso equitativo e atempado dos cidadãos aos cuidados de saúde" é outra das preocupações que a CNS sublinha: Portugal deve assegurar a sustentabilidade do sistema nacional de saúde. A prevenção de doenças crónicas e problemas de saúde mental, "dois dos principais motivos de consulta de Medicina Geral e Familiar", merecem a devida atenção e mais aposta em medidas de prevenção. "É essencial desenvolver conhecimentos e competências sócio emocionais para escolhas saudáveis desde o início do ciclo de vida e elevar de forma sustentada a literacia em saúde", diz a CNS.

O PRR também é mencionado no caderno de encargos, a CNS recomenda que se aposte nos fundos para promover uma "grande transformação digital" de forma a garantir "respostas eficientes e de proximidade que promovam melhor acesso na vida das pessoas".

Este esforço deve ser feito a par e passo com os países da União Europeia, entre as recomendações está também o "reforço  efetivo do investimento público de Saúde, aproximando-o do valor médio dos países da União Europeia". Só assim, diz a CNS, o país conseguirá dar resposta às necessidades dos Portugueses. Com este fim à vista, "o país deveria trabalhar com orçamentos plurianuais, estabelecer parcerias entre o setor publico, privado e social e investir em inovação".

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