Política

"Colagem" do PS ao PAN e ao Livre aquece debate do Orçamento

"Colagem" do PS ao PAN e ao Livre aquece debate do Orçamento

A alegada "colagem" do PSD às propostas do PAN e do Livre provocaram uma troca de "mimos" entre sociais-democratas e socialistas, aquecendo o debate, desta quarta-feira, da proposta do Orçamento do Estado para 2023.

A proposta do PSD em cima da mesa da discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2023 era sobre a seca. Mas acabou por ter outros contornos políticos, com o deputado social-democrata Bruno Coimbra a acusar os socialistas de chumbarem todas as propostas que não surjam do PAN e do Livre.

Em causa, projetos de resolução que o partido transformou em propostas de alteração ao Orçamento do Estado para 2023, que o PS tinha votado favoravelmente mas que rejeitou, nas votações desta terça-feira.

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"Chumbam até o que aprovaram há três semanas", apontou Bruno Coimbra. "Para o rolo compressor do PS não importa o conteúdo das propostas. Só importa se surgem do Livre e do PAN", reforçou o deputado social-democrata João Moura, acusando os socialistas de andarem a "pescar à linha".

"É um mau Orçamento mas todos os partidos tentam dar o seu melhor com propostas de alteração. Mas o que o PS defende nos debates é contrário ao que vota", concluiu João Moura, provocando uma reação imediata da deputada única do PAN, Inês Sousa Real: "Pesca à linha do lado do PAN é muito pouco animalesco e eu não acredito em sereias. Com apenas um deputado, de facto, o PAN conseguiu muitos mais avanços relativamente aos problemas reais das pessoas".

O debate subiu mais de tom, com a entrada na discussão do líder parlamentar do PS. "Rolo compressor? Estamos a falar do partido que anunciou o voto contra ainda antes de conhecer o documento", atirou Eurico Brilhante Dias.

"É o maior Orçamento de sempre no Serviço Nacional de Saúde, com mais médicos e enfermeiros do que em 2015 e depois do combate a uma pandemia. Estamos muito confortáveis com a nossa política de saúde", prosseguiu o líder parlamentar do PS, aludindo a outro tema em discussão, referente à travagem da subida dos preços das portagens, para acusar o PSD de ser "o partido das portagens".

"O Orçamento do Estado foi entregue a 10 de outubro e o PSD pronunciou-se sobre o seu sentido de voto a 12 de outubro", vincou, em resposta, o líder parlamentar do PSD, Joaquim Miranda Sarmento.

"Posso fazer chegar aos seus deputados declarações do presidente do PSD, que julgo vinculam o partido, a anunciar o voto contra ainda antes do dia 12", terminou Eurico Brilhante Dias.

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