Ensino

Colégios recuam e garantem que não vão dar aulas online

Colégios recuam e garantem que não vão dar aulas online

Afinal a suspensão tem mesmo de ser para todos. Os colégios não irão dar aulas online mas podem fazer atividades online com os alunos durante a interrupção decretada pelo Governo até 5 de fevereiro.

Após contactos com o ministro da Educação, o diretor da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP) garantiu ao JN que as escolas irão "cumprir a lei", apesar de discordarem da decisão.

"As nossas opções seriam outras. Faríamos de outra maneira mas está esclarecida a opção do legislador e o decreto é claro, determina a suspensão das atividades letivas e não podemos fazer aulas online", começou por explicar Rodrigo Queirós e Melo.

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A AEEP reuniu hoje com associados para transmitir a orientação de que as aulas online estão suspensas mas não as atividades não letivas. A decisão foi tomada depois de contactos com o ministro da Educação, que "terá explicado que a intenção é garantir o número de aulas presenciais para todos os alunos, do público ou privado". Os colégios, explicou o diretor da AEEP, têm autonomia para aprovar o seu calendário desde que tenham, pelo menos, o mesmo número de aulas presenciais definido para os agrupamentos públicos. "Os ajustes aos nossos calendários resolveremos depois", defendeu.

"Vamos cumprir escrupulosamente a lei", garantiu depois de interpelado sobre colégios que esta sexta-feira enviaram aos pais informação sobre os horários das aulas online da próxima semana. "Aquilo que tenho conhecimento é de colégios que estão a planear e agendar atividades com alunos como reforço de aprendizagens, realização de exercícios, trabalhos, leituras. Para nós é importante que não quebrem o ritmo para que possamos recomeçar muito em breve. Não os podemos abandonar estes 15 dias", explicou.

O diretor da AEEP acredita que "muito provavelmente daqui a 15 dias os alunos vão passar para ensino à distância".

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