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Como os meninos do IPO pintam o cancro

Como os meninos do IPO pintam o cancro

A máscara tapa-lhe o sorriso, os óculos escondem-lhe o olhar, mas a força de Luana brilha como o coração que traz estampado na camisola. Na mão esquerda, segura o quadro que pintou quando lhe perguntaram de que cor é o cancro. Fez uma árvore, um coração e um sol, mas o que lá está é muito mais do que isso. É a vida de Luana.

Um coração vermelho que "tem de lutar para resistir, para não morrer", escreveu no texto que acompanha a pintura realizada para a exposição "De que cor é o cancro?", organizada pelo serviço de Pediatria do IPO do Porto, a propósito do Dia Internacional da Criança com Cancro, que hoje se assinala. O castanho, prossegue Luana, dez anos, "é porque eles não podem desistir e o verde é a esperança". "Também há preto porque há um túnel", mas depois "há o sol, que é a luz que têm de seguir para saírem do túnel".

Com a mão sobre a amiga Deolinda, Luana fala do cancro com distância. "Eu já tive cancro e não gostei porque dói muito", mas "quero acompanhá-los e protegê-los". "Eles" são os amigos que Luana foi fazendo em quase nove anos de entra e sai do IPO. Tinha apenas 18 meses quando lhe foi diagnosticada uma leucemia mieloblástica aguda. Esteve um ano em tratamentos, fez um transplante de medula óssea e depois desenvolveu a doença do enxerto contra o hospedeiro, que lhe baralha o sistema imunitário e a atira para hospital a toda a hora.

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